O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (2/4), o sistema de pagamentos instantâneos Pix após críticas feitas pelos Estados Unidos e afirmou que o governo não pretende alterar o modelo em vigor no país.
A declaração foi feita durante evento do sistema Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) de Salvador (BA), no encerramento da agenda oficial. Segundo Lula, o sistema brasileiro tem sido questionado por autoridades norte-americanas sob o argumento de que poderia impactar o comércio internacional.
“Antes de ir embora, quero dizer que os Estados Unidos fizeram um relatório essa semana sobre o Pix e disseram que o Pix distorce o comércio internacional, porque acham que cria problema para a moeda deles. O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando para a sociedade brasileira", afirmou o presidente.
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Lula acrescentou que o sistema pode passar por ajustes para aprimoramentos, mas descartou mudanças estruturais. “O que podemos fazer é aprimorar para atender cada vez mais mulheres e homens do Brasil”, disse.
A fala ocorreu após o presidente ser lembrado, ainda no palco, pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, de mencionar o tema. Também participaram do evento o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. A declaração foi posteriormente destacada nas redes sociais do presidente e compartilhada por aliados governistas.
Pix na mira dos EUA
O posicionamento ocorre após o governo dos Estados Unidos incluir o Pix em relatório anual do Escritório do Representante Comercial (USTR). O documento aponta que o Banco Central do Brasil cria, opera e regula o sistema, o que, na avaliação norte-americana, pode reduzir o espaço de mercado para empresas estrangeiras de pagamentos, como Visa e Mastercard, ao favorecer a plataforma nacional.
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O texto também observa que instituições financeiras com mais de 500 mil contas são obrigadas a oferecer o Pix, o que, segundo o relatório, pode gerar desvantagem competitiva para fornecedores externos de serviços de pagamento eletrônico.
