Eduardo Bolsonaro afirmou que o ministro Alexandre de Moraes será alvo de um processo de impeachment caso a direita conquiste maioria no Senado nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos.

O ex-deputado, que reside nos EUA desde fevereiro de 2025, apresentou o senador Flávio Bolsonaro (PL) como o “próximo presidente do Brasil” e traçou um plano político em caso de vitória do campo conservador. “Existe um prognóstico que vamos ter a maioria no Senado”, disse. “Os futuros senadores vão ‘impichar’ o Alexandre de Moraes. Vamos chutar para fora esses juízes corruptos”.

Ameaças de processo e acusações ao ministro

Eduardo Bolsonaro foi além e afirmou que, no dia seguinte a uma eventual destituição de Moraes, ingressaria com uma ação judicial contra o ministro. “No dia seguinte, eu vou processar ele pela prisão, pelos crimes que ele cometeu e por quando ele me processou por crimes que eu não cometi”, declarou.

O ex-parlamentar relatou ao público da CPAC que tem contas bancárias bloqueadas e que o passaporte foi retirado. Disse ainda ter perdido o mandato de deputado federal por ausências após deixar o Brasil.

Defesa de Jair Bolsonaro e apelo aos aliados americanos

Parte do discurso foi dedicada à situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde o ano anterior. Eduardo defendeu a anistia ao pai e convocou aliados norte-americanos a apoiarem o campo conservador brasileiro.

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“Não temos medo de você, Alexandre de Moraes. Vamos vencer essas eleições, vamos perdoar Jair Bolsonaro, e os EUA vão ter o maior aliado no Brasil no ano que vem”, afirmou.

 
 
 
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