A vereadora de Belo Horizonte Marcela Trópia (Novo) decidiu permanecer no partido após semanas de assédio de siglas da direita e confirma que será pré-candidata a deputada estadual em 2026. A decisão consolida seu espaço como um dos nomes mais competitivos da nova geração política na capital.
Leia Mais
Procurada por ao menos quatro ou cinco partidos, Trópia optou por não trocar de legenda, mesmo diante de um ambiente interno marcado por divergências e incertezas sobre o futuro do Novo em Minas Gerais. A escolha reforça sua estratégia de manter capital político próprio e projetar crescimento dentro da sigla.
“Há, sim, divergências internas e elas precisam ser debatidas. Mas, neste momento, é importante focar nos pontos de convergência. O Novo tem bandeiras muito claras, como a defesa da liberdade econômica e a desburocratização, que continuam fazendo sentido. Além disso, existe um clamor de apoiadores, que já caminham comigo pela continuidade desse trabalho e pelo fortalecimento do partido em diferentes regiões”, afirmou exclusivamente ao Estado de Minas.
A permanência ocorre após um período em que o nome da vereadora passou a circular com força no xadrez eleitoral de 2026. Com desempenho expressivo nas urnas em 2024, Trópia se consolidou como um ativo eleitoral relevante, capaz de atrair interesse de diferentes legendas e disputar espaço além da Câmara Municipal. Mesmo diante de tensões internas no Novo, aliados afirmam que a vereadora sempre priorizou a continuidade no partido, avaliando que sua base política e identidade programática ainda estão conectadas à legenda.
Ao confirmar a pré-candidatura, ela dá um passo além da disputa municipal e entra, de forma antecipada, no tabuleiro estadual. “Por isso, decidi permanecer no Novo e me coloco como pré-candidata a deputada estadual, ampliando esse trabalho e construindo alianças pelo estado”, disse.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A decisão também reposiciona Trópia dentro do campo da direita em Minas, em um momento de reorganização das forças políticas para 2026. Ao resistir ao assédio partidário e optar pela permanência, a vereadora transforma uma possível saída em ativo político e sinaliza que pretende crescer sem depender de mudança de sigla. Na prática, sai fortalecida de um movimento que, nos bastidores, era visto como teste de viabilidade eleitoral e de peso político.
