Mais de 30 deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) assinaram um requerimento para que a maestra Ligia Amadio, demitida da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), se torne cidadã honorária do estado.

Nascida em São Paulo (SP), a premiada maestra assumiu a OSMG em março de 2023 e é a única mulher a ter comandado o grupo em 50 anos de história. Em janeiro deste ano, cerca de um mês após ter criticado publicamente os salários pagos pelo governo de Minas aos músicos da orquestra, Amadio foi demitida.

Ela chamou a Sinfônica de “orquestra mais mal paga deste país” e apontou que músicos iniciantes recebem apenas R$ 1.618,72 por mês, enquanto autônomos recebem cachê de R$ 100 para tocar durante cinco horas consecutivas.

Audiência pública sobre demissão de maestra

Nesta quarta-feira (18/3), uma audiência pública na Comissão de Cultura da ALMG debateu a demissão e a situação dos músicos da orquestra, vinculada à Fundação Clóvis Salgado.

Durante a sessão, o deputado Leleco Pimentel (PT) anunciou que protocolou requerimento junto com Professor Cleiton (PV) e Lohanna França (PV) para pedir que o título de cidadã honorária de Minas Gerais seja concedido a Ligia Amadio. A proposta conta com mais de 30 assinaturas.

“Começamos a responder. A Ligia vai entrar pela porta da frente em todos os palácios, na Assembleia. Em qualquer lugar que ela quiser em Minas Gerais”, disse Pimentel.

A audiência contou com a presença de Milena Lago, diretora da Fundação Clóvis Salgado, e Kátia Carneiro, chefe de gabinete da instituição, para prestar esclarecimentos sobre as condições de trabalho e a remuneração dos músicos da Orquestra Sinfônica.

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O presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis, foi convidado, mas não compareceu. O presidente da Comissão de Cultura, Professor Cleiton, anunciou que vai protocolar requerimento para convocá-lo a comparecer na próxima sessão.

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