Após manifestação do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes voltou atrás e negou a visita de um assessor de Donald Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, em Brasília (DF).

Darren Beattie, funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos, iria se encontrar com o ex-presidente na próxima quarta-feira (18/3), às 10h. Ele foi nomeado para o cargo de 'assessor sênior para a política em relação ao Brasil'.

A defesa de Bolsonaro, contudo, pediu que o encontro fosse no dia 17, já que Beattie tem presença marcada em um evento em São Paulo sobre terras raras e minerais críticos no dia 18.

Visita cancelada

Moraes, então, solicitou ao Ministério de Relações Exteriores informações sobre a agenda diplomática do assessor. Em resposta, Mauro Vieira afirmou que os EUA não avisaram sobre a visita e alertou que a viagem poderia configurar "indevida ingerência" no Brasil em um ano eleitoral.

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O ministro do STF, então, voltou atrás: "A realização da visita de Darren Beattie, requerida nestes autos pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive poderia ensejar a reanálise do visto concedido".

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