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Deputada do PL faz acordo para encerrar processo por calúnia contra Fuad

Delegada Sheila terá de pagar multa para ONG, pois família do prefeito não quis receber os recursos do acordo da ação, que ainda tem como réus Nikolas e Engler

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Denunciada junto com o deputado estadual Bruno Engler (PL) e o federal Nikolas Ferreira (PL) por calúnia e difamação contra o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), já falecido, a deputada estadual Delegada Sheila (PL) fez um acordo de não persecução penal com o Ministério Público Eleitoral (MPE) para encerrar o processo movido contra ela.

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A parlamentar terá que pagar uma multa de R$ 45 mil e também fazer uma retratação pública em suas redes sociais contra os ataques feitos por ela e os outros acusados contra Fuad nas eleições de 2024. O então prefeito disputou o segundo turno das eleições contra Engler e foi reeleito, mas não assumiu o comando do município, pois adoeceu logo após o pleito e faleceu em março de 2025.

A família de Fuad, que o sucedeu na ação após seu falecimento, não aceitou receber os valores da multa imposta no acordo firmado com o MPE, e homologado pela Justiça Eleitoral, e os recursos serão doados para o Instituto Mila - Movimento Infância Livre de Abusos, organização não governamental fundada em 2019 por Vanessa Lima, sobrevivente de violência sexual.

No acordo, a deputada admite que fez afirmações inverídicas e descontextualizadas acerca do romance "Cobiça", de autoria de Fuad, sugerindo que o então prefeito aprovaria abusos sexuais envolvendo crianças. De acordo com um trecho do acordo, a deputada admitiu ter se utilizado de um trecho da obra literária de "forma descontextualizada, gerando interpretação negativa e ofensiva à imagem do autor".

Buscando reverter os números que apontavam o pessedista à frente na corrida eleitoral, os políticos bolsonaristas passaram a divulgar vídeos na televisão, propaganda nas rádios e a fazer publicações nas redes sociais que associavam Fuad à prática de pedofilia tendo como argumento o trecho do livro "Cobiça", publicado pelo prefeito em 2020.

A deputada é a segunda denunciada neste processo a fazer acordo de não persecução penal. No ano passado, outro réu, Victor Lucchesi, advogado e suplente de vereador, firmou acordo semelhante com o MPE para não ser condenado por difamação contra Noman.

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Engler e Nikolas seguem réus nesta ação e arrolaram quatro testemunhas de defesa, mas no curso do processo pediram que duas fossem substituídas, o que foi acatado pela Justiça Eleitoral, na semana passada. A data em que elas serão ouvidas não consta nos autos do processo ao qual a reportagem teve acesso. A candidata a vice-prefeita na chapa de Engler, Cláudia Romualdo, também é ré nessa mesma ação. Uma possível condenação pode torná-los inelegíveis.

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