Ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-deputado federal, Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) afirmou ser favorável à anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e criticou a condução do governo federal diante dos acampamentos em frente a quartéis. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva ao Estado de Minas.

Segundo Cunha, o episódio foi protagonizado por “um bando de baderneiros absolutamente malucos”, mas ele sustenta dúvidas sobre o que ocorreu e defende a concessão de anistia. Para o ex-deputado, o principal erro foi permitir a permanência dos manifestantes acampados por dias antes da invasão às sedes dos Três Poderes.

“Se eu fosse presidente da República assumindo o cargo no dia 1º de janeiro, aquele acampamento não ficaria na frente de um quartel do Exército (por) sete dias. Eu tirava no mesmo dia, na mesma noite. Eu não ia permitir um acampamento golpista”, afirmou.

Cunha responsabilizou o governo pela permanência dos manifestantes e disse que a retirada poderia ter sido feita sem uso de força. “Você tira energia, impede a passagem, impede a entrada e a saída. Quem sai não volta, corta o fornecimento de água, de comida, de luz e acabou. Em três dias, acabava”, declarou.

Ele foi além ao afirmar que a situação poderia ter sido resolvida rapidamente. “Em 48 horas acabava o acampamento”, disse.

Questionado sobre sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Cunha afirmou ter convivido com Bolsonaro durante o período em que ambos atuaram na Câmara. “Eu convivi bastante com ele na Câmara, tinha uma boa relação com ele. Até mesmo ele como presidente e depois que saiu da Presidência. Não tinha intimidade, mas tinha uma boa relação”, afirmou.

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Cunha foi o entrevistado do EM Entrevista desta segunda-feira (9/2). A íntegra será publicada no jornal impresso desta terça-feira (10/2) e no YouTube do portal UAI.

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