Ex-presidente da Câmara dos Deputados e ex-deputado federal, Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) afirmou, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, que considera ter sido um “preso político” e disse que pretende voltar à vida pública para “guerrear” novamente, agora tendo Minas Gerais como “trincheira do combate”.

Cunha ficou preso no âmbito da Operação Lava Jato e, ao comentar o período na cadeia, afirmou que a experiência não mudou sua relação com a política. Segundo ele, o episódio foi resultado de um processo político. “Eu fui vítima de um processo político. Fui um preso político. Essa que é a verdade. Então, vou me comportar como um preso político”, declarou.

O ex-presidente da Câmara disse que não pretende se vitimizar, mas comparou sua trajetória a uma guerra, na qual há “feridos, mortos e prisioneiros”. “Eu fui para uma guerra e saí da guerra. Então, agora eu estou voltando para guerrear de novo em outro campo, no meu campo que eu estava. E escolhi Minas Gerais para ser a trincheira do combate”, afirmou.

Ao falar sobre eventuais bandeiras caso volte ao Congresso, Cunha disse que não precisa fazer promessas. Ele citou a própria trajetória como credencial política, lembrando que teve quatro mandatos de deputado federal, presidiu comissões, liderou a maior bancada da Câmara e conduziu o processo de impeachment de uma presidente da República.

“Eu acho que eu não tenho que prometer nada. Minha bandeira é a minha atuação. Todo mundo sabe como eu me comporto”, disse.

Cunha afirmou que, se eleito por Minas, pretende atuar com foco no municipalismo, citando o grande número de cidades do estado.

“Minas é o estado que tem o maior número de municípios do Brasil, são 853. É claro que eu sou municipalista. A gente tem que discutir a melhor distribuição de recursos e a melhor forma de diminuir as diferenças entre os municípios”, declarou.

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Cunha foi o entrevistado do EM Entrevista desta segunda-feira (9/2). A íntegra você confere na edição impressa desta terça-feira (10/2) e no YouTube do portal UAI.

 
 
 
 
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