Gilmar Mendes afirmou que indiciamento do ex-presidente está dentro da normalidade -  (crédito: GUSTAVO MORENO/STF)

Decano afirma que é uma oportunidade para o Congresso discutir o caso

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O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse que a prisão dos suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes é uma oportunidade para o Congresso discutir a forma das instituições policiais. Nessa segunda-feira (25/3), Gilmar disse que o caso é “extremamente grave” por se tratar do envolvimento de policiais com o crime organizado.

 

“É preciso pensar numa refundação dessas instituições. Acho que é um momento de profunda reflexão pelo Congresso Nacional, [de] se dedicar a essa temática, uma reforma das polícias e uma reforma especialmente voltada para o que está acontecendo no Rio de Janeiro”, afirmou o ministro.

 

 

No domingo (24/3), a Polícia Federal prendeu o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, suspeito de obstruir as investigações e arquitetar o assassinato junto aos mandantes, Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas, e o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ).

 

A corporação federal chegou aos mandantes após um ano à frente das apurações. A PF fechou um acordo de delação premiada com os ex-policiais militares, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, executores do crime, e agora considera que as investigações foram concluídas.

 

 

Um relatório de 470 páginas foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, que autorizou as prisões preventivas. O caso deve ser analisado no plenário do Supremo após uma denúncia da Procuradoria-Geral da República.