Cleitinho e Viana serão contra Dino -  (crédito: Redes Sociais/Reprodução)

Cleitinho e Viana serão contra Dino

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Dois dos três senadores de Minas Gerais posicionaram-se contra a nomeação do ministro da Justiça, Flávio Dino, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Carlos Viana (Podemos-MG) e Cleitinho (Republicanos-MG) expressaram intenção de votar contra a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Viana, que é presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Senado, fundamentou sua posição ao lado dos integrantes do grupo político e decidiu ser contra o ministro.

Já Cleitinho, criticou a nomeação, alegando motivação política e questionando o atual modelo de seleção para o STF. Ele destacou a necessidade de alterar o processo de escolha, apontando para a questão de conflito de interesses caso o presidente indique alguém tão próximo. Ele afirmou: "Se fosse o Bolsonaro indicando seu advogado ou ministro, votaria contra. Para mim, é uma questão de transparência."

O parlamentar fez um apelo aos colegas para bloquear essa nomeação, destacando a pressão recebida da população para votar contra. "Eu quero chamar a atenção, principalmente dos senadores eleitos com pautas conservadoras, de direita: precisamos de 40 votos para barrar Flávio Dino. Eu já recebi mais de mil mensagens pedindo para não votar nele. Eu sou empregado de vocês", enfatizou.

O terceiro senador mineiro, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Congresso Nacional, não terá voto. Ele só pode desempatar em caso de necessidade, devido à sua posição como chefe do Senado.

Indicações

Na segunda-feira (27/11), o presidente Lula anunciou suas indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Os escolhidos pelo chefe do Executivo foram: o ministro da Justiça, Flávio Dino, e o procurador Paulo Gustavo Gonet Branco.

Dino foi indicado ao STF. Enquanto Gonet, para PGR. Os nomes já eram apontados como os favoritos do presidente desde a abertura das vagas.

Agora, as duas indicações serão enviadas ao Senado. Os indicados passam por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que também vota as indicações. Os nomes têm que ser aprovados, ainda, pelo plenário do Senado com pelo menos 41 votos "sim".

Se o Senado aprovar os nomes de Dino e Gonet, caberá ao STF e à PGR definir a data das posses.