Preparação

Reta final do Enem: o que é necessário mudar no cronograma de estudos

Com o Exame Nacional cada vez mais perto, nem sempre estudar mais horas nas vésperas é a resposta correta; saiba como manter uma rotina adequada

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Com a aproximação do Enem, que será realizado nos dias 8 e 15 de novembro, o planejamento dos estudos entra em uma nova fase. Se no início da preparação o objetivo é avançar pelos conteúdos previstos para a prova, nos últimos meses a estratégia precisa ser mais direcionada. Na reta final, estudar mais horas nem sempre significa estudar melhor. Nesse momento, o estudante deve focar em revisar o que já foi aprendido e aprimorar nas disciplinas onde ainda tem alguma dificuldade.

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Para Francisco Peque, diretor de operações de unidades escolares do Bernoulli Educação, o cronograma da reta final deve partir do próprio desempenho do participante. "O aluno já chega a esse momento com um histórico de exercícios, simulados e avaliações que pode ser usado como um mapa para definir as prioridades. A ideia não é tentar rever tudo novamente, mas entender onde ainda existem lacunas e direcionar o tempo para esses pontos", explica.

Confira estratégias para recalcular o plano de aprendizagem nos próximos meses:

4 métodos que ajudam o aluno no período pré-prova

Nesta fase, algumas mudanças podem tornar o cronograma mais eficiente. Analisar as incorreções, distribuir o tempo de acordo com as dificuldades, usar as questões como diagnóstico e manter um planejamento flexível são estratégias que ajudam a orientar os estudos até o exame, veja:

1. Comece pelo o que você erra

Antes de reorganizar a agenda, vale olhar para os resultados obtidos até aqui. Exercícios e simulados não servem apenas para medir o desempenho, mas também ajudam a identificar conteúdos que precisam de mais atenção. Mais do que contar os erros, o estudante deve buscar entender por que eles aconteceram: falta de conhecimento, dificuldade de interpretação, desatenção ou dificuldade para administrar o tempo, por exemplo.

Nos últimos meses que antecedem o exame, a recomendação de Francisco é combinar o estudo dos conteúdos mais recorrentes com a resolução de provas anteriores e simulados. Também vale reforçar a revisão dos temas em que o aluno ainda tem mais dificuldade, priorizando, dentro desse grupo, os conteúdos recorrentes e de baixo grau de complexidade, que tendem a render mais pontos segundo a lógica da Teoria de Resposta ao Item (TRI), sistema usado pelo Enem para calcular a nota.

"Quando o estudante analisa os próprios erros, consegue transformar o resultado de uma atividade em informação para o próximo ciclo de estudos. Esse diagnóstico torna o planejamento mais preciso e evita que ele gaste tempo excessivo com conteúdos que já domina", afirma Francisco.

2. Nem toda matéria merece o mesmo tempo

Um cronograma eficiente não precisa distribuir a mesma quantidade de horas para todas as disciplinas. Se determinada área já está consolidada, pode ser suficiente manter revisões periódicas, enquanto conteúdos em que o vestibulando apresenta maior dificuldade podem receber mais espaço na rotina.

A redação, no entanto, merece atenção contínua. Como a produção textual tem peso importante na composição da nota do Enem, manter uma rotina de treino é fundamental para aprimorar a escrita, identificar pontos de melhoria e ampliar o repertório sociocultural que pode ser utilizado na prova.

Bernoulli
Cada área pode exigir uma estratégia diferente, de acordo com o nível de domínio e os desafios encontrados Divulgação Bernoulli

Para Francisco, personalizar o planejamento é essencial porque cada estudante chega à reta final com necessidades diferentes, o que funciona para um pode não funcionar para outro, e é o desempenho individual que deve orientar a distribuição do tempo.

3. Questão feita também é diagnóstico

A resolução de atividades ganha ainda mais importância. Intercalar revisão teórica, exercícios e simulados permite ao aluno testar o que aprendeu e identificar rapidamente quais conteúdos precisam ser retomados. Também é importante conhecer a lógica de correção do Enem, baseada na TRI, que considera não apenas o número de acertos, mas também a coerência do padrão de respostas do participante.

Compreender a TRI ajuda a interpretar melhor os resultados e a entender por que duas pessoas com o mesmo número de acertos podem obter notas diferentes. Por isso, a pontuação de um simulado deve ser analisado de forma mais ampla, considerando quais questões foram acertadas ou erradas e quais conteúdos ainda precisam ser trabalhados.

"Não basta saber quantas questões foram acertadas. É importante voltar às que foram erradas, compreender o motivo e, quando necessário, retomar a teoria. Assim, cada exercício ajuda a orientar os próximos passos da preparação", explica o diretor.

4. Seu cronograma deve ser flexível

Outro ponto importante é entender que o planejamento pode, e deve, ser ajustado ao longo das semanas. Uma dificuldade superada pode deixar de ser prioridade, enquanto um assunto que continua apresentando baixo desempenho pode precisar de mais tempo de aprendizagem.

O cronograma também deve prever momentos de descanso e lazer. Reservar períodos para atividades fora dos estudos ajuda a tornar a rotina mais sustentável. Para Francisco, um bom planejamento acompanha a evolução do estudante e respeita os momentos de descanso. Na reta final, é natural ajustar o programção conforme os resultados aparecem. O importante é ter metas possíveis de cumprir e uma rotina que possa ser mantida até o exame.

Jornada Enem Bernoulli acompanha a preparação até a prova

Para apoiar os estudantes nesse período, o Bernoulli disponibiliza a Jornada Enem Bernoulli, série de aulas de revisão on-line e gratuitas ministradas por professores especialistas da instituição. A iniciativa foi estruturada para acompanhar diferentes momentos da preparação e ajudar os alunos a chegar mais preparados à avaliação.

Outro recurso que pode apoiar a preparação é a Pratica AI Redação, ferramenta gratuita de inteligência artificial do Bernoulli voltada para o treino de redação. A plataforma avalia os textos produzidos pelos estudantes com base nas competências cobradas pelo Enem, permitindo identificar pontos de atenção e conduzir aspectos que podem ser aprimorados ao longo dos treinos.

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As iniciativas integram a Central Enem Bernoulli, plataforma que reúne, em um só lugar, aulas, conteúdos, notícias e ferramentas voltadas ao exame. O ambiente acompanha o participante em diferentes momentos da preparação e também no período pós-prova.

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