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Governo federal impulsiona a ciência em Minas

Esse conjunto de ações revela uma diretriz clara do governo federal: tratar a ciência, a tecnologia e a inovação como políticas de Estado

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WADSON RIBEIRO - Gerente regional da Finep (Financiadora de
Estudos e Projetos)

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Tive a honra de participar, em Minas Gerais, de mais uma etapa do programa Finep pelo Brasil. Foi um momento simbólico, mas, sobretudo, concreto: estamos falando de uma iniciativa do governo federal que está percorrendo o país para democratizar o acesso a recursos para inovação, conectando empresas, universidades e centros de pesquisa. Estive ao lado da ministra Luciana Santos, do diretor de inovação da Finep, Elias Ramos, e de lideranças fundamentais do nosso ecossistema, todos comprometidos com o fortalecimento da ciência e da tecnologia em Minas e no Brasil.


Faço questão de destacar, desde o início: o que estamos vivendo hoje é resultado direto de uma decisão política do governo federal de retomar e ampliar os investimentos em ciência, tecnologia e inovação. A Finep, onde atuo, e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) estão no centro desse processo.


Entre 2023 e 2025, o Brasil ultrapassou a marca de R$ 50 bilhões investidos no setor. Trata-se de um volume histórico, que recoloca a ciência como eixo estratégico do desenvolvimento nacional. E Minas Gerais tem sido uma das principais beneficiadas por essa retomada.


Desde o início da atual gestão, o estado recebeu cerca de R$ 3,3 bilhões em investimentos federais em ciência, tecnologia e inovação, um aumento de 74% em relação ao período anterior, onde a tônica foi o desmonte das políticas públicas do setor e o negacionismo. Esses recursos vêm, em grande medida, da atuação coordenada do MCTI e da Finep, que têm garantido que o investimento chegue de forma estruturada às universidades, institutos de pesquisa e empresas.


Um exemplo recente é o anúncio de R$ 105 milhões, por parte do MCTI, distribuídos em 19 convênios para fortalecer a infraestrutura científica em Minas Gerais. Esses investimentos são fundamentais para modernizar laboratórios, manter equipamentos e ampliar centros de pesquisa em instituições como UFTM, UNIFAL, UFLA, UFU e os institutos federais. É o governo federal garantindo condições reais para que a ciência aconteça.


Na Finep, temos atuado como um dos principais instrumentos dessa política pública. Nosso papel é financiar projetos estratégicos de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico – e temos feito isso em escala inédita. Investimos, por exemplo, R$ 36,5 milhões em parques tecnológicos mineiros, fortalecendo ambientes de inovação essenciais para aproximar universidades e empresas. O BH-TEC, ligado à UFMG, recebeu R$ 14,9 milhões; a Universidade Federal de Viçosa, R$ 14,7 milhões; e a Universidade Federal de Lavras, R$ 6,6 milhões. Esses investimentos são parte de uma estratégia nacional conduzida pelo governo federal para impulsionar a indústria de base tecnológica.


Outro destaque é o apoio da Finep ao desenvolvimento da vacina SpiN-Tec, da UFMG, com R$ 121,2 milhões em investimentos federais. Trata-se de um projeto que simboliza a importância de termos soberania científica e capacidade própria de resposta a desafios globais. Mas talvez o aspecto mais transformador desse novo ciclo seja a capilaridade dos investimentos federais. Não estamos falando apenas de grandes centros, mas de um projeto nacional que chega ao interior, que estrutura regiões inteiras e que dinamiza economias locais.


Em Belo Horizonte, o Cefet-MG recebeu recursos federais da ordem de R$ 1,2 milhão para recuperação de equipamentos e reativação de laboratórios. A UFMG, por sua vez, contou com quase R$ 30 milhões em investimentos da Finep em 2025, assegurando a continuidade de pesquisas e evitando a degradação da infraestrutura científica. Destaco ainda o aporte de R$ 24,9 milhões no CPCBio, viabilizado com recursos federais, que posiciona Minas como referência em biodiversidade e bioeconomia.


No Sul de Minas, o governo federal investiu mais de R$ 22 milhões em instituições como UFLA, UNIFEI, IFSULDEMINAS e UNIFAL-MG. Só a UNIFAL recebeu mais de R$ 18 milhões, consolidando um polo científico voltado à agenda climática e ambiental. Esses investimentos mostram como a política nacional de ciência e tecnologia está estruturando novos polos de desenvolvimento no interior do país.


No Triângulo Mineiro, os recursos federais também têm sido decisivos. UFTM e IFTM somam mais de R$ 16 milhões para modernização de laboratórios, enquanto a UFU recebeu R$ 14,9 milhões para avançar na medicina de precisão. São investimentos que impactam diretamente a saúde, a indústria e a qualidade de vida da população. Esse conjunto de ações revela uma diretriz clara do governo federal: tratar a ciência, a tecnologia e a inovação como políticas de Estado, capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico e social do país. A Finep e o MCTI são os principais instrumentos dessa estratégia.


Registro aqui um agradecimento especial aos nossos parceiros, que têm sido fundamentais para o fortalecimento do ecossistema de inovação em Minas Gerais: à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), pela atuação histórica e permanente em defesa da ciência como política de Estado; ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), pela parceria estratégica na operação do crédito da Finep e na ampliação do acesso ao financiamento para empresas mineiras; e à Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), cuja colaboração tem sido decisiva para aproximar o setor produtivo das oportunidades da Finep e levar essa agenda a diferentes regiões do estado. É dessa convergência entre instituições públicas, sistema de fomento e setor produtivo que nasce uma política de inovação verdadeiramente transformadora.


Minas Gerais, hoje, se consolida como um dos principais territórios dessa transformação. E isso não é fruto do acaso. É resultado de uma política pública consistente, de investimentos robustos e de uma articulação que garante que os recursos federais cheguem onde são mais necessários.

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Tenho orgulho de fazer parte desse esforço, contribuindo, na Finep, para que o governo federal siga investindo de forma estruturante e contínua em ciência e tecnologia. Seguiremos avançando, com a convicção de que não há desenvolvimento possível sem ciência, e de que é o investimento público, liderado pelo governo federal, que está tornando esse novo ciclo uma realidade em Minas Gerais e em todo o Brasil.

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