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Nós, mulheres, queremos viver sem medo

Quantas Tainaras, Larissas, Elietes, Marias e tantas outras serão brutalmente assassinadas?

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Andreia Donadon Leal - Mestre em Literatura e doutora em Educação

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ainda não sei quantos projetos de lei serão aprovados com o intuito de reduzir a violência doméstica. Também não sei precisar se as novas leis serão efetivas e eficazes. Há tempos, desde a criação do mundo, a mulher é vítima de ataques machistas. Não é a mulher que conversa com a serpente? Não é a mulher que desobedece às leis e leva o homem, também, à desobediência? Não é a mulher que arruína o paraíso?


Desde que homens imaginam narrativas da criação do mundo, as mulheres são apontadas como “seres inferiores”, submetidas à supremacia “divinal” masculina! Daí, a culpa, segundo os padrões masculinos, sempre foi da mulher.


Assassinam mulheres todos os dias, como se a vida feminina tivesse que ser arrancada para elevar o ego e a autoestima do homem. “Se não for minha, não vai ser de ninguém.” E daí, quantas Tainaras, Larissas, Elietes, Marias e tantas outras serão brutalmente assassinadas? Quantas medidas protetivas serão necessárias? Quantas medidas protetivas serão desobedecidas? Quantas mulheres serão encaminhadas para abrigos?


Estupram mulheres, crianças; de formas horrendas e brutais. Não; o mundo não anda bem. Não anda nada bem. O que me causou repulsa e indignação foi a recente notícia de um estupro coletivo. O ficante, um adolescente, levou a garota para uma “emboscada”. E nem temos tempo de assimilar uma notícia de violência contra mulher, que já vem outra de feminicídio, e outras mais. Não, o mundo não anda bem. As leis, que existem, não são cumpridas. Pedem leis mais duras; no entanto, as leis existentes não são sequer cumpridas. O mundo não anda no prumo. O mundo está de ponta a cabeça, às vezes, prestes a capotar. Morrem mulheres, vítimas de feminicídio. Morre o direito da mulher de ir e vir, quando são colocadas em abrigos. Morre, aos poucos, nossa coragem de andar nas ruas. Morre, aos poucos, um pouco de nossa vida ao ver tantas e tantas mulheres silenciadas. Morre, aos poucos, nossa docilidade e alma feminina…


Quantas vidas de mulheres serão ceifadas por homens selvagens que não sabem que mulheres são seres humanos com direito à independência e à liberdade? Quantas vidas serão ceifadas, porque os homens não conseguem conviver com a mulher do século 21? Mulher não é propriedade particular de ninguém!


Talvez os homens devam ser ensinados, todos os dias, a amar e respeitar sua mulher. Talvez os homens ainda não tenham aprendido a aceitar um “não”, um “já deu”, um “basta”, um “não quero viver mais nesse relacionamento”…


Sim, os homens estão doentes, autoritários e covardes; pois é necessário fazer força-bruta para assassinar, espancar e estuprar.

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Neste mês da mulher, nós, mulheres, não queremos flores e bombons! Nós, mulheres, queremos viver com liberdade, sem medo de ir e vir, sem medo de voltar para casa, sem medo de sair para trabalhar, sem medo de finalizar um relacionamento ruim… Nós, mulheres, queremos viver! Parem de nos matar!

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