As eleições 2026 já começaram
Precisamos de representantes comprometidos com desenvolvimento econômico e social, especialmente em Minas, onde o cooperativismo é mola propulsora da economia
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RONALDO SCUCATO - Presidente do Sistema Ocemg, entidade representativa das cooperativas de Minas Gerais
Ano de eleições é sempre intenso no Brasil. Independentemente das questões partidárias, é tempo de pensar no que desejamos para o futuro da cidade onde vivemos, do nosso estado e também do país. Se no Executivo temos apenas um representante a ser eleito, no Legislativo a pluralidade é significativamente maior. Por isso, o voto deve ser exercido de maneira muito criteriosa. Afinal, precisamos de representantes comprometidos com o desenvolvimento econômico e social, especialmente em Minas Gerais, onde o cooperativismo é mola propulsora da economia há muitas décadas.
Ter voz e interlocução no espaço público é essencial para que as demandas de um setor sejam apresentadas com clareza e responsabilidade. É preciso que as necessidades de quem trabalha e paga imposto neste país sejam priorizadas e supridas por meio de leis e de políticas públicas. Essa é uma lógica que vale para qualquer setor, mas quando se trata do cooperativismo – um modelo de negócios que impulsiona o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde está inserido, com ética, transparência e sustentabilidade, o desafio vai além.
É importante que os Três Poderes valorizem esse setor que, somente aqui, em Minas, responde por 14,9% do PIB, emprega 61 mil pessoas e impacta a vida de mais da metade da população. Uma força suficiente para influenciar cadeias produtivas inteiras, do campo à cidade, aumentando a média dos rendimentos anuais das pessoas em 6% nos municípios nos quais estamos presente, como mostra um estudo do Sistema OCB – entidade representativa das cooperativas brasileiras – e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Morada Nova de Minas, por exemplo, é reflexo desse cenário. O município se tornou referência nacional na produção de tilápia através do crédito disponibilizado pelo cooperativismo financeiro e da organização dos pequenos produtores em cooperativas, tudo isso estimulado pelo Sistema Ocemg – entidade que representa o nosso setor em Minas Gerais. Entre tantas outras boas práticas econômicas e sociais que fazem nosso Estado crescer com sustentabilidade, podemos citar também Porteirinha, que, com o apoio do coop, se transformou em um novo polo apícola no Norte mineiro.
Esse contexto reflete um pouco da expectativa em relação às decisões dos nossos futuros mandatários, que devem pensar – de forma técnica e imparcial – no que está favorecendo ou travando o cooperativismo, bem como toda a cadeia produtiva que ele envolve. Isso se traduz na abordagem de pautas como previsibilidade regulatória, segurança jurídica, ambiente de negócios favorável, acesso a mercados, incentivo à inovação e instrumentos de financiamento compatíveis com um modelo que tem por essência o compromisso de aplicar parte de seus resultados em prol de comunidades e/ou regiões onde se estabelece.
Hoje, no Congresso Nacional, a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) reúne mais da metade dos parlamentares das duas Casas. Aqui, em Minas Gerais, um em cada três deputados da Assembleia Legislativa está comprometido com o futuro das cooperativas. Para exemplificar a importância do setor na esfera municipal, celebramos a entrada do coop na agenda oficial de cinco municípios mineiros: Belo Horizonte, Serro, Abaeté, São João Nepomuceno e Guaxupé. Vale ressaltar, como outra conquista, a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) de realizar, a cada 10 anos, um Ano Internacional das Cooperativas, com o objetivo de impulsionar ainda mais o setor e seus resultados de desenvolvimento local em âmbito mundial.
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Como entidade representativa, sabemos do nosso papel no monitoramento dos principais projetos e políticas públicas que nos impactam. E, neste ano eleitoral, o cooperativismo assume o compromisso de difundir ações ligadas à educação política. Iremos às urnas somente em outubro, mas já começou a nossa estratégia de colocar o cooperativismo em pauta.