Notícias

O que acontece com os créditos de PIS e Cofins em 2027, quando os dois tributos deixam de existir

Publicidade
Carregando...

Muitas empresas do Lucro Presumido e do Lucro Real chegam ao fim de 2026 com uma dúvida concreta: o que acontece com os créditos de PIS e Cofins em 2027, ano em que os dois tributos são extintos e substituídos integralmente pela CBS? A resposta está no artigo 378 da Lei Complementar 214/2025. Os créditos existentes na virada permanecem válidos e mantêm o prazo de cinco anos para utilização, com uma condição: precisam estar escriturados.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

A regra afasta o risco de perda imediata, mas não resolve sozinha a questão do caixa. Esse estoque passa a conviver com um sistema novo, em que débitos e créditos da CBS seguem lógica própria. No modelo não cumulativo, quase tudo o que a empresa compra para a atividade gera crédito, desde que haja documento fiscal correto, tributo destacado e extinção do débito na etapa anterior. Nas compras de fornecedores do Simples Nacional que recolhem pelo DAS, o crédito se limita ao valor pago dentro do regime.

O contexto de 2027 ainda tem uma variável em aberto. O Tribunal de Contas da União tem até 30 de outubro para homologar o cálculo da alíquota de referência da CBS, e o Senado, até 15 de dezembro para aprová-la. Sem votação no Senado, prevalecem provisoriamente os números homologados pelo TCU. Até lá, qualquer projeção do caixa de 2027 precisa trabalhar com cenários, e não com um número único.

Para o Lucro Presumido, a mudança também altera o ritmo do débito: a alíquota sobre a receita deixa de ser os 3,65% cumulativos de PIS e Cofins e passa a ser a da CBS no regime regular. Quando os créditos superarem os débitos, a empresa acumula saldo credor e passa a depender dos prazos de ressarcimento previstos na lei.

“Quando a gente coloca débito, crédito e saldo no mês certo, aparecem coisas que a média anual esconde. Um mês de compras concentradas, um cliente grande que paga em 90 dias, um estoque de crédito antigo que dá para usar antes. É aí que a simulação vira decisão”, explica Carlos Gago, CEO da Trinity Consultoria Tributária.

A análise, segundo Gago, depende da contabilidade. São os registros do contador que mostram o tamanho do estoque de créditos, a composição dos fornecedores e o histórico de prazos de pagamento e recebimento. Na Trinity, esse levantamento é a primeira fase do trabalho consultivo, oferecida como diagnóstico sem custo, feito junto com o contador da empresa e apoiado na ContadorIA, ferramenta de raio-X tributário da consultoria.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

O ganho é maior para empresas com volume relevante de créditos de PIS e Cofins acumulados, operação recorrente ou prazos longos de recebimento. Quem permanecerá no Simples Nacional, ou tem operação muito simples, com poucos fornecedores e vendas à vista, tende a obter benefício menor com uma simulação detalhada.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay