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Renato Silva explica o que muda numa marca depois das primeiras vendas

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O lançamento de uma marca costuma ser tratado como ponto de chegada. No trabalho de Renato Silva, à frente da Tessora, ele marca o início de outra etapa: acompanhar como o público responde e ajustar a estratégia a partir dos primeiros resultados. É essa lógica que orienta a Sultavier, marca de perfumaria autoral fundada por Joselina Majeski e desenvolvida pela empresa.

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O projeto é estruturado pelo Brand Labs, principal serviço da Tessora, dividido em desenvolvimento, industrialização e implantação da operação. A marca estreia com dois perfumes autorais e já soma R$ 220 mil investidos entre serviços de desenvolvimento e produção, com outros R$ 100 mil previstos em aportes.

A condução comercial depois do lançamento

Pelo modelo da Tessora, a empresa pode assumir também a condução comercial da marca, mediante contratação específica. Assim, quem planejou a estratégia segue próximo da execução e acompanha o que acontece quando as fragrâncias chegam aos pontos de venda.

Essa continuidade tem um objetivo prático: orientar os ajustes necessários depois das primeiras vendas. Cada canal apresenta resultados próprios, e a resposta dos consumidores ajuda a indicar onde a estratégia deve ser reforçada e onde precisa ser revista.

Os números que passam a guiar as decisões

Na Sultavier, o planejamento comercial da linha autoral parte de um ticket médio de R$ 360 por pedido. Com a operação em andamento, essa premissa será acompanhada ao lado do volume de vendas, do custo de aquisição de clientes, da recompra e da margem.

Os indicadores têm destino definido. Eles vão ajudar a estabelecer o ritmo de reposição dos produtos, a orientar a comunicação da marca e a avaliar o momento de uma eventual ampliação do portfólio.

Do planejamento à operação

Antes de chegar a essa etapa, o projeto passa pelas fases anteriores do Brand Labs. Na industrialização, as escolhas se convertem em formulações, embalagens, fornecedores, regularização e produção. Na implantação, o planejamento chega aos canais comerciais, à distribuição, à comunicação, ao atendimento e à gestão.

Para o período de implantação, Silva trabalha com uma faixa de referência de R$ 120 mil a R$ 180 mil em receita média mensal ao longo dos primeiros 18 meses. São objetivos de planejamento, condicionados aos recursos disponíveis e à execução comercial, e não vendas realizadas pela marca.

Por que o pós-lançamento pesa na estratégia

Na perfumaria, Silva liga a experiência que uma marca pretende oferecer ao público que quer atender, ao preço praticado e aos canais escolhidos. Essas escolhas são feitas no desenvolvimento, mas é o mercado que mostra como elas se comportam na prática.

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Depois das primeiras vendas, o que muda é a base das decisões. As premissas do planejamento passam a ser comparadas com os resultados de cada canal e com o comportamento dos consumidores. Na Sultavier, é essa leitura que deve orientar a reposição, a comunicação e os próximos passos da linha autoral.

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