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Nuvem nacional mantém dados de empresas no Brasil e sob as regras da LGPD

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Para quem administra um negócio, saber onde ficam os dados de clientes, fornecedores e funcionários deixou de ser um detalhe técnico. A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) define como essas informações devem ser tratadas no país, e o lugar onde elas estão armazenadas passou a fazer parte das decisões de gestão. Esse ponto está no centro da HugeCloud, plataforma de computação em nuvem criada pela Huge Networks, empresa brasileira de cibersegurança fundada em 2014.

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Informações guardadas no país

A plataforma foi desenvolvida integralmente no Brasil e opera com zonas em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre. Na prática, as empresas que contratam o serviço mantêm seus dados em território nacional, sob a legislação brasileira, e a poucos milissegundos do usuário final.

Um movimento que cresce no mundo

A preocupação com a localização dos dados não é exclusiva do Brasil. O Gartner projeta que os gastos globais com infraestrutura de nuvem soberana, modelo em que os dados ficam sob controle local, cheguem a US$ 80 bilhões em 2026. É uma alta de 35,6% em relação a 2025. A consultoria estima ainda que a busca por esse tipo de solução deve levar 20% das cargas de trabalho atuais de provedores globais para provedores locais. À frente dessa mudança aparecem governos, setores regulados e organizações de infraestrutura crítica.

No mercado brasileiro, o espaço para crescer também é grande. A IDC (International Data Corporation) prevê que o segmento de infraestrutura em nuvem, conhecido como IaaS, alcance US$ 4,4 bilhões em 2026, com expansão de 18,5% sobre o ano anterior.

A empresa por trás da plataforma

A Huge Networks chega a esse mercado depois de mais de uma década dedicada à segurança digital. Hoje, protege mais de mil empresas. Em setembro de 2026, apareceu em quinto lugar no Brasil em AS Cone, indicador do bgp.tools que mede quantas redes chegam à internet por meio de uma infraestrutura. São cerca de 1.400 sistemas autônomos no cone de clientes da empresa.

No mesmo mês, a companhia recebeu da BSI (British Standards Institution) a certificação ISO/IEC 27001:2022, referência internacional em gestão de segurança da informação. Em 2026, também foi classificada como Product Challenger em XDR (Extended Detection and Response) pelo ISG Provider Lens, estudo da consultoria ISG (Information Services Group).

"Passamos mais de uma década construindo uma rede para proteger empresas de ataques. A parte mais difícil de uma nuvem, que é a infraestrutura de rede, nós já tínhamos. Faltava colocar computação em cima dela", afirma Erick Nascimento, CEO e CTO da Huge Networks.

O que muda para quem contrata

Além da localização dos dados, o modelo comercial foi pensado para a rotina das empresas brasileiras. A cobrança é feita em reais e o tráfego de saída de dados já está incluído nos planos. A proteção contra ataques de negação de serviço, conhecida como anti-DDoS, também entra em todos os pacotes. O contrato prevê SLA (acordo de nível de serviço), e o suporte funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com engenheiros que atendem em português.

"O diretor financeiro precisa saber quanto vai pagar no fim do mês. Com a fatura em dólar e o tráfego cobrado à parte, esse número vira uma estimativa. Nós cobramos em real e colocamos o tráfego dentro do plano", diz Nascimento.

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Para o empresário que precisa manter informações no Brasil e dentro das regras da LGPD, a escolha de um provedor passa por três perguntas: em que país os dados ficam armazenados, quais certificações comprovam a segurança da operação e quem responde quando surge um problema. A HugeCloud procura responder às três com infraestrutura nacional, certificação internacional e atendimento local.

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