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Pai ou irmão com câncer de próstata: o que muda na hora de procurar o urologista

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Ter pai ou irmão que recebeu diagnóstico de câncer de próstata, sobretudo antes dos 60 anos, é uma informação que o homem deve levar à consulta. O histórico familiar figura entre os fatores que merecem atenção na avaliação médica, ao lado da idade, dos resultados de exames, do exame clínico e de outros fatores de risco. Não existe uma regra única que sirva para todos: a definição de quando e como investigar é feita caso a caso, em conversa entre médico e paciente.

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A orientação é do urologista Alberto Tomé (no Instagram, @dr.albertotome), que mantém clínica em Umuarama e atende também em Cianorte, no Noroeste do Paraná. Para ele, o ponto de partida está em entender o perfil de quem chega ao consultório antes de escolher qualquer exame ou recurso. "A tecnologia amplia nossas possibilidades, mas não substitui a decisão médica. O mais importante é compreender a doença, avaliar o paciente individualmente e, a partir disso, definir a estratégia mais adequada", afirma.

Um tumor frequente e nem sempre percebido

A dimensão do problema ajuda a explicar por que o tema pede atenção. Desconsiderado o câncer de pele não melanoma, o de próstata é o tumor mais incidente entre os homens no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 77.920 novos casos por ano no triênio 2026-2028, o que corresponde a 30,5% dos novos diagnósticos de câncer na população masculina.

Outro ponto pesa na decisão: na fase inicial, a doença pode não apresentar sintomas. Por essa razão, a avaliação não deve ficar condicionada ao surgimento de sinais. O que orienta a conduta é o conjunto de riscos e características de cada homem, discutido com o médico.

Da suspeita à confirmação

Quando a avaliação aponta necessidade de aprofundar a investigação, o médico pode pedir exames complementares. A confirmação do diagnóstico cabe à biópsia, que também permite analisar o tecido coletado.

É nessa etapa que entra um dos recursos adotados por Tomé. Em março deste ano, ele se tornou o quinto médico do Brasil e o segundo do Paraná a contar com o micro-ultrassom ExactVu™, equipamento de alta resolução que opera em frequência de 29 MHz e gera imagens da próstata em tempo real. Durante a biópsia, a tecnologia permite enxergar áreas suspeitas e orientar a coleta para as regiões que pedem maior investigação. Para o paciente, isso pode significar um exame mais direcionado, com informações relevantes para a análise do caso.

Depois do diagnóstico, condutas diferentes

A precisão importa porque o câncer de próstata não se comporta de forma igual em todos os pacientes. Localização, extensão e agressividade do tumor, somadas à idade e às condições clínicas, entram na definição da conduta. Parte dos pacientes pode permanecer em acompanhamento, enquanto para outros o médico indica alguma forma de intervenção.

Entre as possibilidades está a terapia focal, destinada a pacientes selecionados, que concentra o tratamento na região da lesão e busca preservar as áreas não comprometidas da próstata. Quando a retirada do órgão é indicada, a cirurgia robótica aparece como alternativa: feita por pequenas incisões, pode estar associada a menor perda sanguínea, menor tempo de internação e recuperação mais rápida em comparação com a cirurgia aberta. Tomé atua com a técnica desde 2021, após formação especializada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e é certificado para operar com a plataforma Da Vinci.

Nenhum desses recursos se aplica a todos os casos. Cada um tem função e indicação próprias, definidas a partir das características do tumor e do paciente.

Acesso fora das capitais

O urologista defende que esse tipo de estrutura não fique restrito aos grandes centros. Além do Paraná, ele planeja levar o micro-ultrassom a Mato Grosso do Sul. "Minha formação e minha atuação em grandes centros me permitem acompanhar de perto a evolução da urologia, mas sempre tive o propósito de fazer esse conhecimento e essas tecnologias chegarem também a outras regiões. O paciente não deveria precisar estar em uma grande capital para ter acesso a recursos avançados de diagnóstico e tratamento", diz.

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Para quem tem caso na família, a resposta prática é levar o histórico ao urologista e discutir com ele, de forma individualizada, quando e como investigar, sem esperar pelo aparecimento de sintomas.

https://www.instagram.com/dr.albertotome/

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