Apenas 11,3% dos gestores escolares têm formação em Educação Especial, aponta levantamento
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Apenas 11,3% dos gestores escolares brasileiros têm a formação continuada mínima de 80 horas em Educação Especial, segundo levantamento do Instituto Rodrigo Mendes baseado nos dados do Censo Escolar. O percentual avançou em relação aos 5,8% registrados em 2019, mas segue baixo diante do tamanho da rede que hoje recebe estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades ou superdotação.
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O dado chama atenção porque o número de matrículas da Educação Especial cresceu 227% entre 2011 e 2025, chegando a cerca de 2,5 milhões, também segundo o Instituto Rodrigo Mendes. Em 2025, 93,5% dessas matrículas estavam em classes comuns, de acordo com o Ministério da Educação. Na prática, isso significa que a maior parte dos gestores responsáveis por essas escolas ainda não passou por uma formação específica voltada à inclusão.
É esse cenário que a nova Pós-Graduação em Atendimento Educacional Especializado do Instituto de Educadores, instituto da Faculdade Península, busca endereçar. O curso é desenvolvido em cooperação acadêmica com a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) e tem como público justamente educadores, coordenadores e gestores escolares, além de professores da educação básica e profissionais que atuam ou desejam atuar no Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Formação de gestores é gargalo da inclusão
O Decreto nº 7.611/2011 define o AEE como o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e recursos pedagógicos oferecidos de forma complementar à formação de estudantes com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento, categoria que inclui o transtorno do espectro autista, e de forma suplementar à formação de estudantes com altas habilidades ou superdotação. Colocar esse conjunto de recursos em prática dentro da escola depende diretamente de gestores capazes de organizar a sala de recursos, apoiar o planejamento individualizado e orientar professores e famílias.
Sem essa formação, a inclusão corre o risco de ficar limitada à matrícula, sem os apoios pedagógicos que garantem participação e aprendizagem. “A Educação Especial não é apenas uma lei, é um compromisso”, afirma a professora Luciene Aparecida Felipe Siccherino, coordenadora da pós-graduação. Segundo ela, “o Atendimento Educacional Especializado começa com formação específica”.
Curso de 400 horas foi pensado para gestores em atividade
A pós-graduação tem 400 horas, distribuídas em três módulos, e é oferecida integralmente on-line, com aulas assíncronas, formato que permite que o gestor escolar se qualifique sem interromper a rotina de trabalho. A matriz inclui o papel do professor de AEE, a estrutura da sala de recursos, o Plano Educacional Individualizado, a relação entre escola e família, Libras, tecnologia assistiva, Neurociência Cognitiva e Análise do Comportamento Aplicada ao contexto escolar.
Ao concluir o curso, o aluno recebe certificado emitido pela PUC Goiás em cooperação com a Faculdade Península e o Instituto de Educadores. Segundo informações divulgadas pela PUC Goiás, a universidade obteve conceito 5, pontuação máxima, na avaliação para o recredenciamento institucional de sua oferta de educação a distância, realizada em 2023.
A idealização do curso é da professora Luciene Aparecida Felipe Siccherino, pedagoga, mestre e doutora em Psicologia da Educação, com especialização em Neuropsicologia e Psicopedagogia. Para gestores escolares, a proposta é justamente reduzir a distância entre o crescimento acelerado das matrículas e a formação ainda escassa das equipes que respondem por essas escolas no dia a dia.
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Mais informações sobre a Pós-Graduação em Atendimento Educacional Especializado estão disponíveis no site do Instituto de Educadores, institutoeducadores.com.br.