Notícias

IA no RH esbarra em risco que a tecnologia sozinha não resolve

Publicidade
Carregando...

Empresas que decidem levar inteligência artificial para dentro do departamento de recursos humanos costumam mirar um ganho específico, o tempo que deixa de ser gasto respondendo perguntas repetidas sobre vestimenta, hora extra, plano de saúde ou política de férias. O que a experiência da Vircos, companhia de engenharia de inteligência artificial corporativa, mostrou ao implementar o Friol.ai como base de conhecimento interna na NUV Brasil, empresa capixaba, é que esse ganho vem acompanhado de uma responsabilidade que muitas empresas ainda não avaliam com o mesmo cuidado, o controle de quem tem acesso a cada informação.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Uma base de conhecimento de RH carrega dado sensível, de faixa salarial a laudo médico, passando por regras que valem para um grupo de funcionários e não para outro. Sem separação por área e por permissão de acesso, a mesma ferramenta que resolve dúvidas em segundos vira um problema de privacidade e de conformidade. E a permissão não é um ajuste que se faz uma vez, cargo muda, projeto termina, contrato encerra, e o acesso precisa acompanhar essa movimentação constante.

Foi por isso que a Vircos estruturou o Friol.ai com bases de conhecimento separadas por área e por grupo de acesso na NUV Brasil, de modo que políticas e processos internos passassem a responder dentro do aplicativo que o funcionário já utiliza, sem expor informação de um setor para outro.

"Uma base de conhecimento sem regras e sem políticas não é uma ferramenta de RH, é só um vazamento esperando acontecer. O trabalho começa em decidir quem enxerga o quê e manter essa política atualizada dentro do sistema. Escolher qual modelo de linguagem vai ser utilizado é a parte fácil. O mais difícil é definir quem vê o quê e até quando", afirma Guilherme Friol, CEO da Vircos.

Resultado prático e sinal que exige leitura humana

Na prática, as dúvidas de rotina passaram a ser resolvidas em segundos, sem fila e sem exposição, e as equipes administrativas da NUV Brasil voltaram a se dedicar ao que exige análise caso a caso. O ganho previsto era de tempo. O que chamou atenção foi outro efeito, perguntas que nunca haviam chegado ao RH passaram a aparecer, algumas delas com valor de sinal para a gestão de pessoas.

"O ganho de tempo era o resultado esperado. O que surpreendeu foi o colaborador que finalmente perguntou, inclusive o que nunca perguntaria ao RH. Quando alguém começa a pesquisar sobre desligamento, isso é um sinal de alerta para a gestão de pessoas. A tecnologia consegue identificar esse comportamento. O que ela não consegue fazer é compreender, sozinha, as razões por trás dele", afirma Friol.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Para o empresário que avalia adotar uma ferramenta parecida, a lição prática é direta, a escolha do modelo de linguagem costuma concentrar a atenção do projeto, mas é a política de acesso, definida antes da implementação e revisada com regularidade, que decide se a base de conhecimento vira um ativo ou um risco.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay