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Revendas de insumos driblam aperto de crédito com AgRisk Capital

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Revendas de insumos agrícolas que dependiam do crédito bancário para financiar suas operações têm encontrado o caminho mais estreito. Com bancos mais seletivos, essas empresas passaram a buscar alternativas fora do sistema bancário tradicional para sustentar o giro do negócio. É nesse cenário que o AgRisk Capital, unidade do AgRisk dedicada à antecipação de recebíveis, tem ganhado espaço junto a revendas e empresas de insumos.

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O que trava o acesso da revenda ao crédito

O problema, segundo a empresa, não é falta de demanda por crédito, mas a forma como as revendas originam suas operações. Quando a política de crédito de uma revenda está desatualizada, ou existe só no papel, cada venda a prazo é registrada de um jeito diferente. Isso torna o título pouco confiável para quem compra esse tipo de recebível, afastando a revenda do mercado de capitais.

"Com a concessão de crédito mais seletiva, o mercado de capitais se tornou o caminho natural do financiamento agro, mas esse mercado só compra crédito padronizado. Quando a política de crédito da revenda está desatualizada, ou existe apenas no papel, cada operação é originada de um jeito diferente, o que amplia o risco e afasta a revenda do capital. O papel do AgRisk Capital é fechar esse gap, padronizando o título, atualizando a política de crédito e profissionalizando a mesa de análise, para que a revenda consiga acessar o mercado de capitais", explica Alonso Neto, Head of Financial Services do AgRisk.

Como o AgRisk Capital atua na prática

O AgRisk Capital atualiza e formaliza a política de crédito da revenda, padroniza os títulos gerados nas vendas a prazo e organiza a análise das operações. Com isso, a revenda passa a atender aos critérios que instrumentos como CRAs, FIDCs e Fiagros exigem para comprar esse tipo de recebível.

Cenário de crédito mais apertado no campo

O contexto é de aperto real no crédito agro. A inadimplência entre produtores rurais pessoa física chegou a 7,4% em fevereiro de 2026, ante 2,9% um ano antes, segundo o Banco Central, e sobe para 13,8% quando consideradas apenas as operações contratadas a taxas de mercado. Os desembolsos da safra 2026/27 somaram R$ 12,7 bilhões no primeiro mês, menos da metade dos R$ 28,3 bilhões liberados no mesmo período do ciclo anterior, segundo o MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).

O AgRisk Capital também já se prepara para a duplicata escritural, mudança regulatória que vai centralizar o registro dos títulos em ambiente eletrônico, o que deve facilitar ainda mais esse processo de padronização para revendas de todos os portes.

Sobre o AgRisk

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O AgRisk reúne três frentes voltadas à jornada de crédito de empresas que avaliam risco: o AgFlow, motor de decisão de crédito, o AgRisk Consultas, de inteligência de risco, e o AgRisk Capital, focada na antecipação de recebíveis para a cadeia do agronegócio. A empresa foi fundada em 2016 e tem sede em Uberlândia (MG).

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