Erro comum ao guardar alimentos pode anular o absorvedor de oxigênio
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Um erro comum ao guardar alimentos em casa pode anular boa parte do efeito do absorvedor de oxigênio, sem que o consumidor perceba na hora. Acontece quando o pacote grande é aberto, uma parte é usada em um pote de grãos ou farinha, e o restante fica guardado solto, junto da própria embalagem já aberta, à espera da próxima vez.
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É esse ponto cego que a Oxyoff, fundada em Porto Alegre (RS) por Juliano Flores Ramos, tenta resolver. Juliano é apontado como pioneiro em fracionar o absorvedor de oxigênio no mercado brasileiro, prática hoje adotada pela empresa como resposta direta a esse erro de armazenamento.
O que acontece quando o pacote é aberto
O absorvedor de oxigênio é fabricado com pó de ferro, ativado por sal e neutralizado por carvão ativado. Dentro da embalagem-mãe, lacrada a vácuo, não existe oxigênio disponível, o que mantém o ferro inerte por tempo indeterminado. A reação que dá função ao produto, semelhante à formação de ferrugem em metal exposto ao ar, começa a valer assim que essa embalagem original é aberta, não apenas quando o sachê é colocado no pote de alimento.
A partir desse instante, o oxigênio do ar já reage com o ferro, consumindo parte da capacidade de absorção mesmo antes de o sachê ser usado de fato. Fontes técnicas do setor convergem para uma janela de 15 a 30 minutos, podendo chegar a até duas horas, antes que ocorra perda significativa de eficácia.
Como perceber que o absorvedor já perdeu função
Existe um sinal prático para identificar esse desgaste. Um sachê gasto fica duro e quebradiço ao toque, enquanto um sachê ainda ativo permanece macio, como um pó solto. Uma vez oxidado, o material não se regenera, o que reforça a importância de não expor o pacote inteiro de uma vez.
Um mercado que cresce, mas exige atenção do consumidor
O uso de absorvedores de oxigênio tende a se popularizar. Segundo dados da MarketsandMarkets e da Grand View Research, o mercado global deve crescer a um CAGR (taxa de crescimento anual composta) superior a 5,5% entre 2024 e 2030, impulsionado pela busca por rótulos limpos e pela eliminação de conservantes químicos artificiais dos alimentos. Estudos publicados na revista Food Packaging and Shelf Life mostram que manter a concentração de oxigênio abaixo de 0,1% reduz a proliferação de fungos aeróbicos e evita a oxidação lipídica em produtos gordurosos, estendendo a vida útil de três a cinco vezes em comparação a embalagens convencionais. Quanto mais o hábito se espalha, maior a chance de o erro de armazenamento se repetir sem que o consumidor perceba.
A prevenção está em nunca expor mais absorvedor do que o necessário em cada uso. Guardar o restante do pacote em sub-embalagens fracionadas e vedadas a vácuo, sem contato com o ar, é o que garante que o produto cumpra sua função até o próximo uso.
Na prática, o cuidado é simples e vale para quem compra pacotes de qualquer tamanho: verificar se o restante do absorvedor ficou de fato vedado antes de guardar, evitar reabrir a mesma embalagem várias vezes sem necessidade e, se possível, optar por versões já fracionadas em sub-pacotes menores. Esse tipo de detalhe, que parece pequeno, é o que determina se o alimento guardado vai durar o tempo esperado ou estragar antes da hora, mesmo com o absorvedor presente no pote.
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O alerta serve tanto para quem compra pacotes pequenos quanto grandes. Mesmo em embalagens de 50 unidades, o risco existe se o consumidor abre o pacote, usa poucos sachês e deixa o restante solto por semanas antes de usar de novo. A diferença entre aproveitar o produto por completo ou perder parte do investimento está inteiramente na forma como ele é guardado depois da primeira abertura, não na qualidade do sachê em si.