Notícias

Blockchain avança do experimento para a infraestrutura financeira LATAM

Publicidade
Carregando...

A quinta edição do Blockchain RIO, realizada entre 11 e 13 de agosto, no Rio de Janeiro, terminou deixando um sinal claro sobre o amadurecimento do mercado de blockchain e ativos digitais na América Latina: a discussão já não está concentrada em demonstrar o potencial da tecnologia, mas em definir como ela será integrada, com segurança, liquidez, interoperabilidade e escala, à infraestrutura financeira e à economia real.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Ao reunir reguladores, instituições financeiras, empresas de tecnologia, provedores de infraestrutura, investidores, startups e lideranças globais, o Blockchain RIO 2026 transformou o Rio de Janeiro em um ponto de convergência para algumas das principais discussões que definirão os próximos anos do setor.

A edição alcançou 29.096 pessoas, considerando participação presencial e audiência online, reuniu 496 speakers registrados, 94 patrocinadores, aproximadamente 60 estandes de exposição e 40 startups apresentadas ao mercado. A programação foi distribuída por 11 palcos, incluindo a estreia do AI Stage, dedicado à inteligência artificial aplicada.

Mais do que demonstrar a escala do encontro, esses números ajudam a dimensionar um ecossistema que passa a conectar diferentes camadas da transformação digital: mercado financeiro, regulação, tecnologia,inovação,  infraestrutura, empreendedorismo, investimentos e desenvolvimento de novos modelos de negócio.

Da experimentação para a infraestrutura

Um dos principais movimentos observados nos debates do Blockchain RIO 2026 foi a passagem de blockchain e ativos digitais de projetos experimentais para discussões sobre sua utilização dentro de infraestruturas financeiras reais.

Representantes de bancos, empresas de pagamentos e provedores globais de tecnologia discutiram desafios que surgem justamente quando a inovação precisa deixar os ambientes de prova de conceito e operar em escala: integração com sistemas legados, padronização tecnológica, escolha de redes, liquidação financeira, custódia, segurança, interoperabilidade e adequação regulatória.

A mudança de abordagem é relevante. Em vez de discutir apenas se a tecnologia blockchain será utilizada pelo sistema financeiro, o mercado começa a se concentrar em como implementá-la de maneira eficiente, segura e integrada às estruturas já existentes.

Na tokenização, por exemplo, os debates avançaram para um ponto fundamental: emitir um ativo digital é apenas uma parte da equação. Para que mercados tokenizados ganhem escala, será necessário desenvolver infraestrutura capaz de suportar liquidez, negociação, gestão de colateral, custódia, liquidação e interoperabilidade entre diferentes participantes.

A experiência apresentada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) durante o evento exemplificou esse movimento. Seu projeto-piloto de tokenização, inicialmente estruturado para cerca de dez casos, recebeu 39 inscrições envolvendo 53 organizações, demonstrando o interesse crescente das instituições em compreender aplicações práticas da tecnologia.

O avanço também evidencia um novo desafio: à medida que mais organizações participam desse mercado, tecnologia, governança, processos e padrões precisam evoluir conjuntamente.

Stablecoins entram definitivamente na agenda de pagamentos

Outro tema recorrente nos palcos foi o avanço das stablecoins para além do universo de negociação de criptoativos. Pagamentos internacionais, liquidação financeira, câmbio e transferências entre diferentes mercados apareceram entre os principais casos de uso discutidos durante a edição.

O interesse está diretamente relacionado à possibilidade de criar fluxos financeiros mais eficientes em operações que hoje podem envolver diferentes intermediários, moedas, jurisdições e sistemas. Ao mesmo tempo, os debates demonstraram que a adoção institucional de stablecoins ainda depende da solução de questões relacionadas à regulação, privacidade, prevenção à lavagem de dinheiro, segurança, capacidade transacional e integração com instituições financeiras.

Stablecoins, depósitos tokenizados, sistemas bancários e novas infraestruturas de liquidação tendem a coexistir e atender diferentes necessidades à medida que o mercado amadurece.

Regulação deixa de ser discussão paralela e passa a fazer parte da infraestrutura

A regulação esteve entre os principais eixos da edição de 2026 e revelou outra mudança importante no desenvolvimento do mercado latino-americano.

O debate já não está concentrado apenas na necessidade de estabelecer regras para ativos digitais. A discussão começa a migrar para questões mais sofisticadas: como construir ambientes regulatórios capazes de proteger investidores e consumidores, prevenir ilícitos, estimular a competição e, ao mesmo tempo, permitir inovação e desenvolvimento econômico.

A presença de representantes e especialistas ligados a diferentes mercados da América Latina permitiu comparar experiências e estágios regulatórios de países como Brasil, El Salvador, Uruguai, Peru e Argentina. As discussões mostraram que a região ainda apresenta modelos distintos, mas enfrenta desafios semelhantes. Esse intercâmbio se torna especialmente relevante em um setor no qual tecnologia, empresas, investimentos e transações ultrapassam fronteiras. A capacidade de aproximar reguladores e mercado passa, portanto, a ser um componente importante para o desenvolvimento de uma infraestrutura regional mais interoperável.

Brasil ganha espaço na construção da agenda regional

A combinação entre um sistema financeiro sofisticado, elevada adoção de pagamentos digitais, desenvolvimento regulatório e crescente participação de instituições financeiras em projetos relacionados à tokenização e aos ativos digitais coloca o Brasil em uma posição estratégica na América Latina.

Nesse contexto, eventos capazes de reunir agentes públicos e privados passam a desempenhar um papel que ultrapassa a disseminação de conteúdo.

O Blockchain RIO cria um ambiente onde instituições que normalmente atuam em diferentes partes da cadeia podem compartilhar experiências, comparar modelos, identificar gargalos e estabelecer relações capazes de acelerar projetos e decisões futuras.

Essa capacidade de articulação ficou particularmente evidente na arquitetura da edição de 2026.

A programação começou com o Financial Infrastructure Forum - LATAM by Cainvest, realizado no Museu do Amanhã e estruturado como um ambiente executivo para discussões entre reguladores, instituições financeiras e provedores de infraestrutura financeira da América Latina.

Na sequência, o Blockchain Leaders reuniu executivos, investidores, autoridades e lideranças do setor em um ambiente dedicado ao relacionamento institucional.

Nos dias 12 e 13 de agosto, o Blockchain RIO Main Event, no ExpoRio, ampliou a agenda para diferentes verticais e públicos do ecossistema.

Ao conectar conteúdo, relacionamento institucional, desenvolvimento de negócios e discussão regulatória em uma mesma plataforma, o Blockchain RIO amplia sua capacidade de contribuir para a construção do mercado para além dos dias da conferência.

Inteligência artificial amplia a agenda tecnológica

A estreia do AI Stage, dedicado à inteligência artificial aplicada, também refletiu uma transformação importante da edição. A inclusão do tema não representa uma mudança de foco do Blockchain RIO, mas acompanha uma convergência tecnológica cada vez mais evidente.

Blockchain, inteligência artificial, identidade digital, infraestrutura de dados e novos sistemas financeiros começam a se desenvolver de forma interdependente, criando aplicações e modelos de negócio que dificilmente poderão ser analisados de maneira isolada.

Ao incorporar essa discussão à programação, o Blockchain RIO amplia seu olhar para tecnologias que passam a compartilhar desafios relacionados a segurança, confiança, governança, infraestrutura e impacto econômico.

Um ecossistema se desenvolve quando diferentes agentes conseguem conversar

Talvez o principal impacto de um evento da dimensão do Blockchain RIO esteja justamente na capacidade de reduzir distâncias dentro de um mercado ainda em construção.

Reguladores precisam compreender novos modelos tecnológicos. Empresas precisam entender os limites e as expectativas regulatórias. Instituições financeiras precisam avaliar riscos, infraestrutura e oportunidades. Startups necessitam acesso a capital, conhecimento e mercado. Investidores precisam identificar projetos e tendências capazes de ganhar escala.

Quando esses atores passam a dividir o mesmo ambiente, o resultado não é apenas networking.

Há circulação de conhecimento, construção de confiança, identificação de problemas comuns, formação de parcerias e criação de uma linguagem compartilhada para um mercado que ainda apresenta diferentes níveis de maturidade entre países e instituições.

É esse papel de articulação que amplia o impacto do Blockchain RIO sobre o ecossistema latino-americano.

O que fica depois da edição de 2026

Os debates realizados no Rio de Janeiro também mostraram que a consolidação da blockchain como infraestrutura não será automática. O setor ainda precisará avançar em temas como interoperabilidade, liquidez, integração com sistemas tradicionais, segurança, privacidade, custódia institucional, governança, prevenção a ilícitos e clareza regulatória.

É justamente essa mudança na natureza dos problemas discutidos que demonstra o amadurecimento do mercado. A pergunta deixou de ser apenas qual é o potencial da tecnologia. A discussão passa a ser quais estruturas precisam existir para que ela seja utilizada em escala.

Nesse cenário, o Blockchain RIO reforça seu papel como plataforma de articulação entre quem desenvolve tecnologia, quem movimenta capital, quem constrói infraestrutura e quem estabelece as regras do mercado.

"Chegamos a um momento em que blockchain deixou de ser apenas uma discussão sobre inovação e passou a fazer parte da construção da infraestrutura financeira. O papel do Blockchain RIO é conectar as pessoas e instituições que estão tomando essas decisões. Quando reunimos reguladores, bancos, empresas de tecnologia, infraestrutura, investidores e empreendedores no mesmo ambiente, contribuímos para que a América Latina participe de forma mais ativa dessa transformação e não apenas acompanhe movimentos definidos em outros mercados", afirma Francisco Carvalho, CEO do Blockchain RIO

Sobre o Blockchain RIO

O Blockchain RIO é uma das principais plataformas institucionais da América Latina dedicadas ao debate sobre blockchain, tokenização, stablecoins, ativos digitais, regulação e infraestrutura financeira digital.

Por meio de eventos, fóruns executivos, iniciativas de conteúdo e articulação institucional, conecta reguladores, bancos centrais, instituições financeiras, empresas de tecnologia, provedores de infraestrutura, exchanges, asset managers, investidores, formuladores de políticas públicas e lideranças globais para discutir a transformação dos mercados, dos sistemas de pagamento e da economia digital.

A edição de 2026 foi realizada de 11 a 13 de agosto, no Rio de Janeiro, com uma agenda estratégica formada pelo Financial Infrastructure Forum - LATAM, Blockchain Leaders e Blockchain RIO Main Event, além de experiências institucionais e eventos complementares. A programação foi desenhada para ampliar o diálogo entre setor público, iniciativa privada e ecossistema de inovação, fortalecendo o papel do Brasil e da América Latina na construção da próxima geração da infraestrutura financeira global.

Relacionamento com a imprensa

Trust PR - Relações Públicas

Relações Públicas e Gestão de Imprensa do Blockchain.RIO

Suelen Gusso

11 93051.2008

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

suelen@trustpr.com.br

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay