Casa no lago vale a pena? As quatro perguntas que separam o bom negócio da dor de cabeça
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A casa no lago é um dos sonhos de consumo mais antigos do brasileiro do interior, e um dos que mais geram arrependimento. O padrão da frustração é conhecido: o imóvel fica longe demais para o uso frequente, a estrutura prometida não sai do papel e a casa passa o ano fechada, gerando custo sem gerar memória. Quatro perguntas ajudam a separar o bom negócio da dor de cabeça.
A primeira é sobre o trajeto: dá para ir e voltar no mesmo dia, sem trecho de terra? Especialistas do mercado de segunda residência apontam que o raio do uso semanal é o que diferencia casa vivida de casa visitada. É a régua que projetos como a Fazenda do Lago, empreendimento do Grupo CPR às margens do Lago Corumbá IV, em Abadiânia (GO), colocaram no centro do produto: 1h10 de Brasília e 1h40 de Goiânia, com acesso 100% asfaltado pela BR-060.
A segunda pergunta é o que existe hoje, e não no folder. No caso goiano, o reservatório tem 170 km² de espelho d'água navegável e o projeto organiza 19 amenidades em quatro clubes de operação independente: SPA, Marina, Golf Course e Surf Club, este com a maior piscina de ondas do Brasil, de tecnologia Wavegarden. A terceira: quem cuida da casa durante a semana? Monitoramento 24 horas, ambulatório e serviços no perímetro respondem a isso.
“A gente não pergunta ao morador se ele usa a estrutura. A estrutura é o motivo de ele estar aqui. O lote é consequência”, Marlon Ceni, CEO do Grupo CPR
A quarta pergunta é sobre densidade: quantos vizinhos o projeto comporta? Parcelamentos que espremem lotes na beira d'água tendem a saturar o lago e desvalorizar o conjunto. No empreendimento do Corumbá IV, são 470 lotes em 33 quadras dentro de 3 milhões de metros quadrados, com a maior parte do território preservada sem ocupação e entrada por curadoria de membros, o Founder Circle.
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Respondidas as quatro, a conta fecha ou não fecha por um critério simples: casa no lago vale a pena quando vira rotina. Se o imóvel só faz sentido no feriado prolongado, o que se compra não é um endereço, é uma despesa com vista.