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Healthtech brasileira cresce com recursos próprios e ganha espaço na medicina

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Uma healthtech brasileira fundada por médicos comprova a possibilidade de crescer no mercado de tecnologia sem precisar de capital externo. A NAIA, plataforma de inteligência artificial focada na medicina, tem mais de 4 mil usuários e mantém, segundo a empresa, sua operação sustentada com recursos dos próprios fundadores e um crescimento mensal recorrente acima de 35% em períodos recentes.

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Um caminho diferente para crescer

Boa parte das startups de tecnologia realiza rodadas de investimento em seus primeiros anos, mas a NAIA seguiu outro caminho. Fundada com recursos dos sócios, a empresa cresceu pela venda direta do produto, garantindo uma rotina de controle de custos desde o começo das atividades.

A operação combina assinaturas individuais, com planos a partir de R$ 129,99 por mês, e contratos institucionais direcionados a universidades, hospitais, operadoras de saúde e sociedades médicas. Uma das primeiras parcerias educacionais ocorreu com a UVV (Universidade Vila Velha), que utiliza a plataforma no curso de Medicina.

Parceria amplia alcance entre estudantes

Uma parceria nacional também foi realizada com a IFMSA Brazil (Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina), entidade presente em cerca de 260 escolas médicas brasileiras. Mais de 80 instituições se inscreveram na iniciativa apresentada às instituições associadas, a maior adesão já registrada pela NAIA em uma ação desse tipo.

Para a empresa, estar perto dos estudantes de Medicina desde a graduação permite construir uma relação de confiança que costuma permanecer ao longo da carreira, à medida que o profissional utiliza os recursos em sua preparação para provas, residência e, depois, prática clínica.

Tecnologia com acompanhamento médico

A plataforma tem uma camada própria de curadoria sobre diferentes modelos de inteligência artificial, contando com apoio de uma rede de mais de 60 médicos que validam conteúdos e fluxos clínicos. Entre as ferramentas disponibilizadas estão um banco com aproximadamente 120 mil questões, simulados, flashcards, planejamento de estudos, atlas anatômico em 3D e discussão de casos complexos. Também tem um copiloto clínico que ajuda na transcrição de consultas e na organização de informações.

"A IA não pode aparecer como uma caixa-preta entregando uma conclusão. O profissional precisa compreender de onde veio a informação, conferir as referências e manter o controle sobre a decisão", explica Thiago Daibes Padilha, médico, fundador e CTO da empresa.

Próximos passos com cautela

Agora, a empresa avalia uma futura captação de recursos, mas esclarece que a entrada de capital estará relacionada a planos concretos, como internacionalização e desenvolvimento de novas soluções. Dos projetos em andamento destacam-se iniciativas direcionadas à transcrição e auditoria de entrevistas clínicas, análise estruturada de riscos e apoio à gestão de informações em hospitais e operadoras de saúde.

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"Nem tudo é decidido pelo poderio financeiro. Começamos com recursos próprios, porque acreditávamos que era possível construir antes de vender uma promessa. Hoje temos produto, receita, usuários e instituições utilizando a plataforma", conclui Padilha.

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