Notícias

Como a Caverna do Diabo Aventura construiu duas décadas de segurança em passeios

Publicidade
Carregando...

Como a Caverna do Diabo Aventura construiu duas décadas de segurança em passeios

No Vale do Ribeira, existe um lugar que carrega um nome capaz de assustar qualquer visitante antes mesmo da primeira visita. Mas quem entra no Parque Estadual Turístico Caverna do Diabo encontra o oposto do que o nome sugere: uma operação estruturada, tecnicamente rigorosa e construída ao longo de mais de 15 anos de experiência acumulada no terreno. É essa trajetória que transformou a Caverna do Diabo Aventura em referência de gestão de segurança dentro do turismo de aventura brasileiro.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Uma história que começa antes da empresa

A Caverna do Diabo Aventura opera oficialmente no parque desde 2018, mas sua origem remonta a 2008, quando a equipe já conduzia atividades de ecoturismo pela Arapassu Ecoturismo na mesma região. Esse período anterior deixou uma marca importante: os fundadores chegaram à criação da empresa já com know-how consolidado em conduzir visitantes por ambientes naturais sensíveis, equilibrando segurança, conservação ambiental e valorização do patrimônio espeleológico do Vale do Ribeira.

Essa continuidade explica por que a empresa não nasceu como um projeto improvisado. Ela nasceu como consequência natural de uma década e meia de prática de campo.

A origem pessoal por trás dos protocolos

Por trás da operação está Gabriel Hallai, sócio-fundador e idealizador da Caverna do Diabo Aventura. Sua relação com a natureza começou na infância, em expedições ao lado do pai pelo Pantanal e pelo Mato Grosso, e ganhou contornos mais técnicos aos 14 anos, quando passou a explorar sozinho trechos da Serra do Mar.

O contato com cavernas veio em 1997, no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), em explorações de cavidades que ainda não eram abertas ao turismo. Foi ali que Gabriel e um grupo de amigos formaram um coletivo dedicado à exploração e ao mapeamento espeleológico.

Dois anos depois, um episódio mudaria sua forma de encarar a atividade. Gabriel participaria de uma exploração em trechos verticais de uma caverna, mas decidiu não entrar por falta de preparo técnico. No dia seguinte, soube que um acidente havia ocorrido durante aquela atividade. A experiência funcionou como um divisor de águas: a partir dali, ele passou a se formar em técnicas de progressão vertical e segurança em cavernas, um percurso que incluiu mais de uma dezena de cursos em espeleologia, resgate e gestão de risco.

Hoje, Gabriel atua como instrutor de resgate em cavernas com acesso por cordas em cursos do Corpo de Bombeiros de São Paulo (CSALT), é inspetor de Equipamentos de Proteção Individual com certificação internacional, auditor da norma ABNT NBR ISO 21101 e instrutor na formação de guias de turismo de aventura. Foi também o responsável por conceber os roteiros de aventura do parque sob gestão da Fundação Florestal.

Uma equipe formada para lidar com o imprevisto

A operação conta hoje com 19 profissionais, cada um com função e responsabilidade bem definidas dentro da estrutura de segurança. A capacitação é contínua e cobre frentes como condução de visitantes, técnicas verticais, procedimentos de emergência, primeiros socorros, resgate em ambientes naturais e interpretação ambiental.

Esse investimento em formação constante é o que sustenta, na prática, cada passeio na Caverna do Diabo e cada operação de rapel na Caverna do Diabo realizadas pela empresa, atividades que dependem diretamente da preparação técnica de quem conduz o grupo.

Os números por trás da experiência

Estimar o público atendido antes de 2018 é uma tarefa imprecisa, mas somando o período de atuação pela Arapassu Ecoturismo, a equipe calcula mais de 10 mil visitantes conduzidos. Desde a fundação oficial da Caverna do Diabo Aventura, o número já ultrapassa 12 mil pessoas, sendo mais de 3.500 apenas no último ano.

O crescimento constante do fluxo de visitantes reforça a necessidade de processos padronizados: quanto maior a escala, maior o risco de falhas, caso a operação não seja sustentada por protocolos consistentes.

O selo que formaliza a prática

Em dezembro de 2025, a Caverna do Diabo Aventura conquistou a certificação ABNT NBR ISO 21101, referência internacional em sistemas de gestão da segurança para turismo de aventura. A conquista formaliza, com um selo reconhecido pelo mercado, algo que a empresa já vinha construindo havia anos: processos estruturados para identificar, avaliar e controlar riscos em cada roteiro na Caverna do Diabo.

Poucas operadoras de turismo de aventura no Brasil possuem essa certificação, o que posiciona a Caverna do Diabo Aventura num patamar distinto dentro do setor.

O nome que virou símbolo de outra coisa

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

A trajetória da Caverna do Diabo Aventura mostra que segurança em turismo de aventura não se resume a equipamento ou a um documento de certificação. Ela nasce da experiência acumulada, da formação técnica de quem lidera cada grupo e da disposição de aprender com os próprios erros, inclusive os que quase aconteceram. Duas décadas depois, o nome que antes causava desconfiança hoje é citado como referência de padrão elevado dentro de um dos setores mais sensíveis do turismo brasileiro.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay