Uma mulher de 48 anos está internada em estado grave após ser atingida por golpes de faca no abdômen dentro de sua residência, no Bairro Vila Verde, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos (RJ). A agressão ocorreu nessa sexta-feira (23/10) e foi presenciada pelo filho dela, de apenas 8 anos.


Valéria Matos Ribeiro precisou passar por uma intervenção cirúrgica de emergência para remover o objeto perfurante e permanece sob cuidados intensivos. O principal suspeito da tentativa de feminicídio é o ex-marido da vítima, Ademilson da Silva, de 54 anos.



O que aconteceu com o suspeito?


Ademilson foi encontrado sem vida pelos policiais militares em sua própria casa, localizada no Bairro Rasa, e a ocorrência terminou registrada como suicídio. Antes disso, ele havia fugido do local do crime em um automóvel vermelho, que acabou localizado pelas equipes nas imediações do imóvel.


Logo após a agressão, ele mandou uma mensagem de voz para o irmão de Valéria avisando sobre o ocorrido. No áudio, afirmou: "Foi muita humilhação que eu sofri na minha vida. Acabei esfaqueando a Valéria". Em seguida, o homem pediu ao cunhado que tentasse socorrer a mulher, dizendo não ter certeza se ela havia sobrevivido.



Qual é o quadro de saúde das vítimas?


A mulher segue internada no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Municipal Dr. Rodolpho Perissé. De acordo com parentes, a condição de Valéria ainda é considerada crítica e existe a previsão de que ela seja submetida a uma nova operação nas próximas horas.


A criança de 8 anos tentou proteger a mãe durante o ataque e acabou sofrendo um ferimento leve em um dos braços. O menino foi levado à mesma unidade de saúde, segue em observação médica e não apresenta risco de morte. A Polícia Militar havia sido acionada por volta das 7h30, logo após a chegada dos feridos ao hospital.



Como era a convivência do casal?


Valéria e Ademilson mantiveram um relacionamento de 15 anos, mas estavam separados desde fevereiro. Segundo os familiares, o homem havia concordado em sair da casa onde os dois moravam após o fim da união.

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Parentes da vítima relataram que nunca presenciaram situações violentas entre eles ao longo dos anos de convivência. Por conta desse histórico sem registros de agressões, não existia nenhuma medida protetiva contra o agressor, e as circunstâncias exatas que motivaram a ação ainda são desconhecidas.


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