Uma menina de 10 anos sequestrada pelo próprio pai foi resgatada pela Polícia Militar em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após pedir socorro de maneira discreta. A garota aproveitou a aproximação dos agentes e piscou o olho para a equipe durante uma abordagem preventiva no meio da rua.

O pai da vítima, Wellington Ferreira da Silva, acabou detido na madrugada de quarta-feira (7), no Bairro Guilhermina. Ele era procurado pela Justiça sob a acusação de dopar e espancar a ex-companheira em um hotel no município de Barueri antes de fugir com a filha.

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Abordagem e sinal discreto

Os policiais militares retornavam de outra ocorrência quando avistaram dois pedestres caminhando na chuva. As circunstâncias do deslocamento e o horário levantaram suspeitas imediatas na equipe que patrulhava a região litorânea.

O comandante do 45º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), tenente Thiago Marinho Rodrigues, afirmou que a abordagem foi motivada pelo horário, pelas condições climáticas e pelo dia da semana. Segundo ele, o fato de não haver nenhum estabelecimento comercial aberto no momento em que os dois estavam na rua também contribuiu para aumentar as suspeitas da equipe.

Assim que a viatura se aproximou da calçada, a criança percebeu a oportunidade de alertar a guarnição sem chamar a atenção do agressor. A garota piscou na direção de um dos policiais, emitindo um sinal silencioso de perigo que foi prontamente compreendido pelo agente durante a averiguação inicial.

Tentativa de fuga e captura

Enquanto um dos policiais realizava a consulta dos documentos e dados nos sistemas de segurança, Wellington tentou correr para despistar a guarnição. A menina aproveitou o momento de afastamento do pai para revelar aos agentes que havia sido sequestrada e que a mãe já procurava a polícia para denunciar o crime.

Diante do relato da vítima, a equipe iniciou uma perseguição imediata ao suspeito. O homem correu da Rua Argentina até a Avenida Presidente Castelo Branco, local onde os policiais conseguiram interceptá-lo. Wellington ofereceu resistência física contra a ordem de prisão, exigindo o emprego de força moderada e algemas para a contenção final.

Com o agressor detido, os policiais entraram em contato com a mãe da vítima, Jéssika Ferreira da Silva. A mulher admitiu que pensou se tratar de um trote telefônico até participar de uma chamada de vídeo e visualizar a filha em segurança. Aliviada com o desfecho, a mãe agradeceu aos policiais pelo resgate da filha.

Histórico de agressão e dias nas ruas

O sequestro teve início em 20 de setembro, quando Wellington levou a ex-companheira e a filha para um quarto de hotel em Barueri, onde teria dopado e agredido a mulher. Em seguida, o homem abandonou o local com a vítima ferida e fugiu levando a criança.

A mãe da garota ficou 12 dias sem receber notícias sobre o paradeiro da menina, até que o ex-companheiro começou a fazer telefonemas exigindo quantias em dinheiro. Segundo informações da investigação, durante o período de fuga, o homem teria feito ameaças relacionadas à criança.

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Durante o período, Wellington circulou com a menor por diversos municípios antes de ser localizado em Praia Grande.


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