Seis anos após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro Celso de Mello mantém a discrição que marcou sua saída da Corte em outubro de 2020. Aos 80 anos, o decano afastou-se da vida pública de Brasília, encerrando uma trajetória de mais de três décadas no mais alto tribunal do país.

Sua ausência no cenário jurídico ainda é notada, especialmente em momentos de intensos debates institucionais. Durante seu período na Corte, sua voz foi um pilar na defesa da Constituição e das garantias fundamentais, servindo como um contraponto em tempos de crise.

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O peso de uma voz histórica

A carreira de Celso de Mello foi marcada por uma defesa intransigente das garantias individuais e do Estado de Direito. Como o ministro com mais tempo de serviço na história recente do STF, sua opinião carrega um peso simbólico e histórico. Seus votos e decisões não visavam defender nomes específicos, mas sim o papel constitucional da Suprema Corte.

Seus posicionamentos são lembrados como um marco da importância do equilíbrio entre os Poderes e do papel do Judiciário como moderador de conflitos. Ao longo de sua longa trajetória, o ex-ministro reafirmou os princípios que nortearam sua atuação no tribunal, deixando um legado de estabilidade e defesa da ordem democrática.

O posicionamento de Celso de Mello na crise atual

Apesar da discrição que marca sua rotina desde 2020, Celso de Mello se manifestou sobre a crise mais recente enfrentada pelo STF. Em 10 de setembro de 2026, o ex-ministro foi um dos 13 ex-integrantes da Corte que assinaram uma carta aberta endereçada ao atual presidente do STF, Edson Fachin, cobrando apuração das investigações relacionadas ao caso Banco Master. O documento, que também traz as assinaturas de nomes como Rosa Weber, Joaquim Barbosa e Ellen Gracie, classificou o momento como "a mais aguda crise da história" da Corte.

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A carta foi divulgada em meio ao embate entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, marcado por decisões monocráticas conflitantes, quebras de sigilo e o cancelamento de sessões do plenário, situação que levou Fachin a avocar para si a relatoria do caso.


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