DROGAS

STF e porte de maconha: entenda o que muda na prática após decisão da corte

Mesmo com a descriminalização do uso pessoal, substância permanece ilícita; veja como as abordagens policiais devem proceder segundo o novo critério

Publicidade
Carregando...

Mesmo após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2024, que descriminalizou o porte de maconha para uso pessoal, muitos cidadãos ainda têm dúvidas sobre o que acontece na prática durante uma abordagem policial.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

A substância continua ilícita, e a atuação das autoridades segue protocolos que geram um cenário de incerteza jurídica para quem porta a cannabis, incerteza que se soma à tramitação, ainda em curso no Congresso Nacional, da chamada PEC das Drogas, que pretende criminalizar constitucionalmente a posse de qualquer quantidade de entorpecentes e derrubar o critério técnico fixado pelo STF. Aprovada no Senado, a proposta segue parada desde 2024 na Câmara dos Deputados, sem data prevista para votação.

O que diz a decisão do STF sobre o porte de maconha?

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2024, estabeleceu que o porte de maconha para consumo pessoal não é mais crime com pena de prisão. Foi fixada uma quantidade de 40 gramas ou seis plantas fêmeas como critério para diferenciar o usuário do traficante, embora essa presunção não seja absoluta e possa ser reavaliada por um juiz.

Leia Mais

Essa medida representa a despenalização da conduta, e não a legalização. Na prática, portar a substância para uso próprio deixa de ter consequências criminais que levem à reincidência ou à prisão, mas continua sendo um ato ilícito com sanções administrativas.

Portar maconha para uso pessoal ainda é crime?

Sim, o porte de maconha para consumo próprio continua sendo um ato ilícito no Brasil, mas quem for flagrado com quantidade dentro do limite definido pelo STF não será mais processado criminalmente. A pessoa ainda será abordada e a substância, apreendida, mas as punições previstas são de natureza administrativa.

As sanções para quem for enquadrado como usuário são:

  • advertência sobre os efeitos das drogas;

  • comparecimento a programa ou curso educativo.

Por que a PM ainda pode apreender a droga?

A Polícia Militar mantém a prerrogativa de apreender a substância porque o porte de maconha, mesmo para uso pessoal, não deixou de ser ilegal. A atuação policial na rua visa coibir um ato ilícito. Ao abordar uma pessoa com a planta ou com a droga processada, o agente de segurança não tem como definir imediatamente se a situação configura uso ou tráfico.

Por esse motivo, o procedimento padrão continua sendo a apreensão do material e a condução do indivíduo à delegacia para o registro de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A autoridade policial, então, avalia o caso para fazer o enquadramento correto com base nas novas diretrizes.

Qual a diferença prática entre usuário e traficante?

O critério de 40 gramas estabelecido pelo STF serve como uma presunção para diferenciar o usuário do traficante. Abaixo desse limite, a pessoa é presumida como usuária. Acima dele, como traficante. No entanto, essa regra não é rígida e um juiz pode analisar outras evidências para tomar a decisão final.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Fatores como a forma de armazenamento da droga, a presença de balança de precisão, dinheiro em espécie ou anotações sobre vendas podem levar uma pessoa a ser processada por tráfico, mesmo que esteja portando uma quantidade inferior ao limite estabelecido pela Corte.


Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay