Mais de três anos após os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, o trabalho de recuperação do patrimônio histórico e artístico danificado durante a invasão dos Três Poderes em Brasília avançou significativamente. Equipes de restauradores do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) se dedicaram a reverter os estragos em obras de arte, móveis e objetos de valor inestimável.

O que já foi restaurado?

Diversos itens do acervo danificado foram recuperados e reintegrados aos seus locais de origem nos anos seguintes ao ataque. O processo, complexo e variado conforme a gravidade dos danos, exigiu milhares de horas de trabalho técnico. Com base em balanços divulgados até 2024, os principais itens restaurados incluem:

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  • Relógio de Balthazar Martinot: Uma das peças mais emblemáticas, o relógio do século XVII, presente da corte francesa a Dom João VI, foi completamente restaurado e voltou a funcionar no Palácio do Planalto.

  • Pintura "As mulatas": A obra de Di Cavalcanti, que sofreu sete perfurações, passou por um minucioso processo de restauro e foi reintegrada ao acervo do Palácio.

  • Escultura "A justiça": A estátua de Alfredo Ceschiatti, localizada em frente ao prédio do STF, foi pichada e passou por um processo de limpeza especializada logo após o evento.

  • Galeria de fotos dos presidentes: As fotografias que foram arrancadas e danificadas no Planalto foram recuperadas ou substituídas.

  • Mobiliário histórico: Dezenas de poltronas, mesas e outros móveis que compõem os ambientes dos Três Poderes foram reparados por equipes de marcenaria e conservação.

Como funciona o processo de restauração?

A recuperação do patrimônio histórico segue um protocolo rigoroso para garantir a integridade das peças. O trabalho envolve especialistas de diversas áreas e é dividido em etapas técnicas, que podem levar de semanas a vários meses para serem concluídas.

As fases principais do restauro de uma obra de arte geralmente incluem:

  1. Diagnóstico e documentação: análise detalhada dos danos sofridos por cada objeto, com registros fotográficos e técnicos para guiar todo o processo.

  2. Higienização e estabilização: limpeza cuidadosa da peça para remover sujeira e fragmentos, além de medidas para estabilizar sua estrutura e evitar a progressão dos danos.

  3. Reintegração estrutural e cromática: reparo de partes quebradas ou rasgadas e a delicada aplicação de pigmentos para preencher áreas onde a pintura original foi perdida, sempre de forma distinguível do original.

  4. Proteção final: aplicação de uma camada de verniz ou outro material protetor para garantir a conservação da obra a longo prazo.

Itens que exigiram recuperação complexa

Balanços divulgados nos anos seguintes aos ataques indicavam que alguns itens de grande complexidade, como tapetes históricos que foram rasgados e manchados, além de peças de tapeçaria e documentos, exigiam um tratamento mais longo e especializado para sua recuperação completa. O trabalho de peritagem para avaliar o valor total dos danos também se estendeu por um longo período.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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