O nome do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) voltou ao centro do noticiário político em julho de 2026, após a Polícia Federal deflagrar a Operação Galho Fraco II, que investiga pessoas ligadas ao seu gabinete por suspeitas de desvio de cota parlamentar. O episódio joga luz sobre uma das figuras mais influentes e articuladas do bolsonarismo no Congresso Nacional.

Pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, liderada por Silas Malafaia, e em seu terceiro mandato consecutivo, Sóstenes consolidou seu poder ao se tornar líder do PL na Câmara dos Deputados em fevereiro de 2025, após ocupar a segunda vice-presidência da Mesa Diretora entre 2023 e 2025. Ele também se mantém como uma das principais vozes da Frente Parlamentar Evangélica, base que o elegeu pela primeira vez em 2014.

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Quais as principais bandeiras do deputado?

A atuação de Sóstenes no Congresso é marcada pela defesa de uma agenda claramente conservadora. Suas principais bandeiras políticas costumam gerar intensos debates na sociedade e no parlamento. Entre os temas que ele prioriza estão:

  • A oposição ferrenha à legalização do aborto em qualquer circunstância.

  • A defesa do conceito de "família tradicional", posicionando-se contra pautas relacionadas aos direitos LGBTQIA+.

  • O combate à legalização e descriminalização das drogas.

  • A defesa da liberdade religiosa e de expressão para grupos conservadores.

Investigações, projetos polêmicos e articulação política

A atual investigação da PF é um desdobramento da Operação Rent a Car, de dezembro de 2025, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos. Embora o deputado não tenha sido alvo de buscas na fase mais recente, pessoas de seu círculo político estão na mira da operação. Além disso, no final de 2025, Sóstenes articulou uma possível candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro, mas indicou preferência por continuar na Câmara.

Sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro é notória. Como parlamentar, foi autor de propostas controversas, como o Projeto de Lei 1904/24, que buscava equiparar o aborto após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio. Declarações de grande repercussão, como uma de 2024 em que comentava a intimidade do casal Bolsonaro, reforçam sua posição como um dos mais fiéis aliados da família no cenário político nacional.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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