Água Crystal contaminada: como saber se a garrafa que você comprou está na lista da Anvisa
Lote com 374,4 mil garrafas foi distribuído no Distrito Federal, em Goiás, no Tocantins e em São Paulo
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Rádio Tupi
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote da água mineral sem gás Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto. A medida foi publicada nesta quarta-feira (3/6) no Diário Oficial da União, por meio da Resolução 2.247/2026.
O recolhimento atinge 374,4 mil garrafas de 500 ml fabricadas pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO). As unidades foram distribuídas no Distrito Federal, em cidades de Goiás, no Tocantins e no interior de São Paulo. O Distrito Federal concentrou a maior parte do envio, com 230.443 garrafas.
A marca Crystal pertence ao Sistema Coca-Cola e é comercializada no país a partir de diferentes fontes minerais, com engarrafadores regionais distintos. A resolução impede a comercialização, a distribuição e o uso das unidades afetadas. Segundo a Anvisa, as evidências apontam, até o momento, para uma ocorrência restrita ao lote identificado, e a investigação segue em andamento.
Como a contaminação foi descoberta
A presença da bactéria foi detectada durante uma ação rotineira de monitoramento da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). Uma amostra da água foi encaminhada ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a Pseudomonas aeruginosa.
O resultado foi confirmado depois em um teste de contraprova, procedimento previsto pelos protocolos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, o que originou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo nº 76.CP.0/2026. Após a confirmação, a Divisa-DF determinou a interdição local do lote e comunicou o caso à Anvisa, que publicou a resolução com o recolhimento voluntário do produto.
Perguntas Frequentes sobre o Recall da Água Crystal
Respostas rápidas para suas dúvidas sobre o recente aviso da Anvisa.
| Questão | Resposta |
|---|---|
| Qual o problema com a água Crystal? | Foi detectada a bactéria Pseudomonas aeruginosa em um lote específico. |
| Qual lote foi recolhido? | O lote LZ1 VAL 200127 3 P 200126, fabricado em 20/01/2026 e com validade até 20/01/2027. |
| Como identificar o lote? | A identificação completa está impressa na embalagem. |
| O que devo fazer se tiver o produto? | Não consuma. Entre em contato com o SAC (0800 061 5000) para reembolso/substituição. |
| A contaminação afeta toda a marca Crystal? | Não. A Anvisa indica que a ocorrência está restrita ao lote identificado, pois a marca possui diferentes engarrafadores. |
| É perigoso consumir a bactéria? | A Pseudomonas aeruginosa é uma não conformidade sanitária e seu consumo deve ser evitado. |
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada no meio ambiente, incluindo solo e água. Sua presença em água mineral engarrafada é considerada uma não conformidade sanitária porque pode indicar falhas na captação, no tratamento, no envase ou no controle de qualidade.
A mesma bactéria do caso Ypê
A Pseudomonas aeruginosa foi a mesma bactéria identificada recentemente em produtos da marca Ypê, que levaram a Anvisa a determinar recolhimentos de itens de limpeza em novembro de 2025 e em maio de 2026. Os casos, porém, são distintos: no da Crystal, a contaminação aparece restrita a um lote, enquanto no da Ypê, a Anvisa apontou falhas nas Boas Práticas de Fabricação da unidade produtora.
O que diz a fabricante?
A empresa informou à Anvisa que, até a divulgação da medida, não havia recebido reclamações de consumidores relacionadas ao lote. E afirmou ainda ter iniciado de imediato o recolhimento junto às distribuidoras, além de estimar que 99,2% das unidades já haviam sido retiradas do mercado ou não estavam mais disponíveis para venda.
A fabricante também afirmou ter apresentado à Anvisa documentos sobre uma investigação interna para apurar as possíveis causas da contaminação e disse estar colaborando com as autoridades sanitárias.
Como identificar o lote em casa?
A orientação é verificar se há, em casa, unidades do lote fabricado em 20 de janeiro de 2026, com validade até 20 de janeiro de 2027. Na embalagem, a identificação completa aparece como: LZ1 VAL 200127 3 P 200126.
Quem tiver garrafas desse lote não deve consumi-las. A empresa orienta que os consumidores entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para receber orientações sobre substituição ou reembolso, pelo telefone 0800 061 5000 ou pelo e-mail contato@brasal.com.br.
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O lote teve, segundo a empresa, distribuição restrita. As unidades chegaram ao Distrito Federal; aos municípios de Arraias, Combinado e Novo Alegre, no Tocantins; a Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás, Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão, em Goiás; e a Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí, em São Paulo.