Segurança do sistema

Caiu em golpe no Pix? MED 2.0 rastreia o dinheiro e facilita o resgate

Entenda como a nova ferramenta do Banco Central segue o valor por até cinco contas para aumentar as chances de recuperar o dinheiro perdido

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Desde 2 de fevereiro de 2026, todas as instituições financeiras do país são obrigadas a operar com o MED 2.0. Essa é uma versão aprimorada do Mecanismo Especial de Devolução criado pelo Banco Central do Brasil. Ela serve para aumentar as chances de vítimas de fraudes recuperarem o dinheiro perdido. A ferramenta representa um avanço significativo na segurança do sistema de pagamentos instantâneos. Os bancos tiveram até maio de 2026 para deixar seus sistemas 100% prontos e ajustados

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Como funciona o rastreamento?

Diferente da versão anterior do mecanismo, que só bloqueava o saldo na primeira conta recebedora, o MED 2.0 permite o rastreamento do dinheiro em cascata. Isso significa que, se o golpista transferir o valor para outras contas na tentativa de 'lavar' o dinheiro, o sistema pode seguir o rastro e solicitar o bloqueio do saldo correspondente por até cinco contas consecutivas. Com isso, o processo se torna mais ágil e abrangente. O prazo máximo para análise e tentativa de devolução é de até 11 dias após a contestação.

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Fui vítima de um golpe. O que fazer?

O primeiro passo é agir com rapidez. A vítima deve entrar em contato com seu próprio banco para solicitar o acionamento do MED. Desde a implementação do MED 2.0, os bancos são obrigados a oferecer um canal de autoatendimento no próprio aplicativo, permitindo que a vítima registre a contestação diretamente pelo celular, sem depender de ligação telefônica. É fundamental fornecer o máximo de detalhes sobre a transação fraudulenta.

A devolução é garantida?

É importante ressaltar que o MED 2.0 aumenta as chances de recuperação, mas não garante a devolução total do valor. O sucesso da operação depende da existência de saldo nas contas rastreadas. Se os criminosos já tiverem sacado o dinheiro ou o transferido para uma conta sem saldo, a recuperação se torna inviável. Além de acionar o banco, a vítima também deve registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) na polícia, pois o documento é essencial para a investigação criminal.

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Uso de Inteligência Artificial

A tecnologia por trás do MED 2.0 utiliza inteligência artificial e aprendizado de máquina para analisar padrões de transações e identificar atividades suspeitas com mais eficiência. Essa análise automatizada permite que o bloqueio preventivo de contas e o rastreamento dos recursos sejam iniciados de forma quase instantânea, dificultando a ação dos fraudadores.

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