Cuidado com o golpe do falso pagamento: saiba como se proteger
Criminosos usam comprovantes de agendamento falsos para enganar vendedores online; veja dicas para não cair na armadilha e perder dinheiro
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Imagens manipuladas de transações bancárias são a principal estratégia de um golpe cada vez mais comum. Criminosos enviam comprovantes falsos para convencer a vítima que o dinheiro foi transferido. Com a suposta prova em mãos, eles pressionam pelo envio rápido do produto, antes que o vendedor perceba a fraude.
A armadilha se aproveita da pressa durante uma negociação online. O golpista geralmente se mostra muito interessado no item, não costuma negociar o preço e demonstra urgência para fechar o negócio, evitando que o vendedor confira com calma o extrato bancário.
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O método mais utilizado é o envio de um comprovante de agendamento de Pix ou TED. O documento é legítimo, mas a transferência está programada para uma data futura e pode ser cancelada a qualquer momento pelo golpista. Após receber o produto, o criminoso simplesmente cancela a operação, e o dinheiro nunca chega à conta da vítima.
Como o golpe do falso pagamento funciona na prática
A fraude geralmente segue um roteiro em que o contato inicial acontece em plataformas de venda ou redes sociais. O criminoso demonstra interesse no produto e pede os dados bancários para realizar o pagamento. Poucos minutos depois, ele envia a imagem de um comprovante, muitas vezes editado para parecer uma transação instantânea.
Em seguida, o golpista alega ter urgência para receber o item. É comum que ele se ofereça para enviar um motorista de aplicativo ou um serviço de entrega para retirar o produto no mesmo dia. A pressão constante é uma estratégia para que o vendedor libere a mercadoria sem conferir se o valor foi de fato creditado na conta.
Quando a vítima finalmente consulta o saldo ou extrato e percebe que o dinheiro não entrou, o golpista já desapareceu com o produto, bloqueando o contato e tornando a recuperação do prejuízo muito mais difícil.
Dicas para não ser a próxima vítima
A principal recomendação da polícia para evitar cair nesse tipo de fraude é simples, mas fundamental. Algumas medidas podem ser tomadas para garantir uma venda segura e evitar dores de cabeça:
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Confirme o crédito na conta: nunca entregue um produto ou preste um serviço com base apenas no comprovante enviado pelo comprador. Acesse seu aplicativo bancário ou o site do banco para confirmar que o dinheiro está disponível no seu saldo. Lembre-se que uma transferência via Pix leva, no máximo, 10 segundos para ser concluída. Se o valor não apareceu, o pagamento não foi feito.
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Analise o comprovante com atenção: procure por termos como "agendamento", "pagamento agendado" ou "data futura". Desconfie de imagens com fontes diferentes, borrões ou sinais claros de edição.
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Desconfie da pressa: golpistas criam um senso de urgência para que você não pense com clareza. Se o comprador estiver apressando demais a transação, faça uma pausa e verifique tudo com calma.
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Use os canais oficiais da plataforma: prefira negociar e trocar informações dentro do chat seguro das plataformas de venda. Evite migrar a conversa para aplicativos de mensagens, onde os registros são mais difíceis de rastrear.
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Fui vítima, e agora?: caso tenha caído no golpe, registre imediatamente um boletim de ocorrência online ou em uma delegacia. Comunique o fato ao seu banco e à instituição financeira do golpista para tentar bloquear a conta e solicitar a devolução do valor. Mecanismos de segurança do Pix, atualizados pelo Banco Central em fevereiro de 2026, aprimoraram o processo de ressarcimento em casos de fraude.
A prática é considerada crime de estelionato, qualificado por fraude eletrônica, conforme a Lei nº 14.155/2021. As penas para os condenados podem variar de 4 a 8 anos de reclusão, além de multa.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria