O segredo dos dois Judas: a história que confunde muitos fiéis até hoje
A Bíblia cita dois apóstolos com o mesmo nome; entenda de vez a história que diferencia o santo das causas impossíveis do famoso traidor
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A presença de dois apóstolos com o nome de Judas entre os doze escolhidos por Jesus Cristo costuma gerar confusão. Enquanto um é mundialmente conhecido pela traição, o outro é venerado como santo e padroeiro das causas impossíveis. Entender a história de cada um é fundamental para distinguir suas trajetórias radicalmente opostas.
Quem foi Judas Iscariotes?
Judas Iscariotes é uma das figuras mais notórias da narrativa bíblica. Ele era um dos doze apóstolos originais e atuava como tesoureiro do grupo. Seu sobrenome, Iscariotes, provavelmente deriva de “Ish Kerioth”, que significa “homem de Queriote”, uma localidade na Judeia. Sua fama vem do ato de trair Jesus, entregando-o aos principais sacerdotes em troca de 30 moedas de prata — valor que, segundo o livro de Êxodo, equivalia ao preço de um escravo na época. O sinal combinado para a identificação foi um beijo, um gesto que se tornou um símbolo universal de falsidade e traição. O remorso o levou a tirar a própria vida, como narram os evangelhos.
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Quem foi Judas Tadeu?
Do outro lado está Judas Tadeu, também um dos doze apóstolos, mas uma figura de lealdade e fé. Para diferenciá-lo de Iscariotes, os evangelhos de Mateus e Marcos se referem a ele como “Tadeu”. No Evangelho de Lucas e nos Atos dos Apóstolos, ele é chamado de “Judas, filho de Tiago”. Venerado pela tradição católica como o “santo das causas impossíveis”, Judas Tadeu é lembrado por sua dedicação ao evangelho. A tradição cristã o associa à Epístola de Judas, um dos livros do Novo Testamento, embora a autoria seja debatida entre estudiosos. Sua história é a de um seguidor fiel que dedicou sua vida a propagar a mensagem de Cristo.
A diferença fundamental
Portanto, a distinção é clara: Judas Iscariotes foi o discípulo que, motivado pela ganância, traiu Jesus. Já Judas Tadeu foi um apóstolo leal, cuja memória é celebrada por sua fé e intercessão. São duas figuras com o mesmo nome, mas com legados que não poderiam ser mais diferentes.
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