Estilo centralizador: a mão de Lula sobre as alianças do PT nos estados

A palavra final sobre as chapas é do presidente que tem escolhido aliados, mas enfrenta dificuldades para fechar os palanques regionais

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é centralizador e costuma tomar as decisões políticas sobre as alianças nos estados, muitas vezes, a contragosto do PT, que já se acostumou a adaptar as realidades locais às vontades políticas de seu maior líder. Neste ano, quando o presidente ensaia disputar a reeleição para um quarto mandato, não tem sido diferente. Entre os políticos cotados para as chapas majoritárias, tanto para o cargo de governador quanto para o Senado, uma justificativa é comumente usada: “É a pedido de Lula”.

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O ministro Fernando Haddad (Fazenda), por exemplo, dizia que não queria se candidatar, mas foi vencido pelo cansaço e, depois do “sim” ao presidente, contará com outros nomes para a chapa ao governo de São Paulo que também se colocam na disputa para cumprir uma “missão” dada por Lula.

É o caso dos ministros Simone Tebet (Planejamento), que se candidatará ao Senado, Marina Silva (Meio Ambiente), também cotada para o Senado, e Marcio França (Empreendedorismo), que espera uma reunião com Lula para definir qual será seu papel. A chapa está quase fechada, mas dirigentes do PSB dizem que o desenho só poderá ser concluído após uma reunião com o presidente que deve ocorrer no final desse mês, com todos os atores políticos de São Paulo.

No caso de Minas Gerais, Lula também tem conduzido as negociações, à revelia de petistas locais que aguardam um desfecho em relação ao senador Rodrigo Pacheco (PSD), escolhido como nome ao governo pelo presidente logo depois que ele saiu da presidência do Senado. Lula também indicou como seu candidato preferencial a uma das vagas de senador no Ceará o deputado Eunício de Oliveira (MDB), opção que pode prejudicar os planos do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), na corrida pela vaga.

O arremate
Por mais que o presidente do PT, Edinho Silva (SP), seja um político experiente e com habilidade no diálogo com lideranças de outros partidos para a composição das alianças, a palavra final tem sido do presidente. Um dirigente da sigla aponta que todos querem conversar com Lula. “O pessoal conversa com a direção do partido, discute, avalia, mas quer mesmo falar com o candidato à reeleição. É, natural”, avaliou um petista que já esteve na direção do PT. “O presidente do partido pode preparar tudo, mas quem faz o arremate é o candidato é o Lula”, disse.

Nesse contexto, escolhas do presidente também não estão sendo bem compreendidas pelo partido. No caso de Pacheco, por exemplo, a ideia de não se ter um petista na possível chapa não é bem aceita na sigla. Pacheco tem conversado com partidos de centro e disse a Lula que quer ter a autonomia para montar a chapa. O senador, no entanto, resiste a ter membros do partido na chapa. “Pacheco pode até querer, mas Lula não pode aceitar”, disse um petista que vem acompanhando as negociações.

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Em relação a Eduardo Paes, no Rio de Janeiro, há também uma desconfiança de que não será bom para o PT participar de uma aliança tão ampla, sem que o candidato, já bastante alinhado com Lula, não dê à deputada Benedita da Silva (PT), candidata ao Senado, maior importância na campanha. “Paes vai dizer que Benedita é a candidata dele ao Senado?”, questionou um petista. Até agora, o que estamos vendo é ele se candidatando ao governo com pelo menos meia dúzia de candidatos ao Senado. Assim não vai funcionar bem para o PT”, reclamou.

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