Sexta-feira 13: a origem da superstição e por que ela mexe com a gente
A data é cercada de mitos e lendas no mundo todo; mergulhe na história por trás do medo e entenda as raízes culturais do fenômeno no Brasil
compartilhe
SIGA
A chegada de uma sexta-feira 13 desperta em muitas pessoas um sentimento de cautela e até mesmo de receio. A data, que combina o dia da semana e o número mais associados ao azar no imaginário ocidental, é um prato cheio para superstições. Mas, afinal, de onde vem essa crença tão popular?
A origem do medo não está em um único evento, mas na confluência de diversas tradições e narrativas históricas. A desconfiança com o número 13, por exemplo, é antiga. Na tradição cristã, a Última Ceia contava com 13 participantes, sendo que Judas Iscariotes, um dos presentes, foi o traidor. Na mitologia nórdica, uma lenda — que possui variações em suas diferentes versões — narra um banquete para 12 deuses que foi interrompido por Loki, o 13º convidado, que causou a morte de uma das divindades.
Leia Mais
A sexta-feira, por sua vez, também carrega um peso histórico. Para o cristianismo, foi o dia da crucificação de Jesus Cristo. Em várias culturas, o dia era visto como de mau agouro, inadequado para iniciar jornadas, fechar negócios ou celebrar casamentos.
Quando o medo ganhou forma?
Embora historiadores debatam qual evento específico consolidou a combinação, a superstição envolvendo a sexta-feira com o dia 13 parece ter ganhado força em tempos mais recentes. Um dos marcos históricos mais citados é a perseguição aos Cavaleiros Templários. Em 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, o rei Filipe IV da França ordenou a prisão em massa dos membros da ordem, que foram torturados e mortos sob acusações de heresia.
No século XX, a cultura pop desempenhou um papel fundamental para eternizar o mito. O lançamento do filme de terror “Sexta-Feira 13”, em 1980, transformou a data em um fenômeno global e deu início a uma franquia que popularizaria o icônico vilão Jason Voorhees nas sequências. A franquia de sucesso ajudou a fixar a data no imaginário coletivo como um dia de acontecimentos sombrios e inesperados.
No Brasil, a data se mistura a outras crenças populares, como evitar passar debaixo de escadas, cruzar com um gato preto ou quebrar um espelho. Para os supersticiosos, a sexta-feira 13 funciona como um dia para redobrar a atenção e, por via das dúvidas, contar um pouco mais com a sorte.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.