Acusado de assédio, Marco Buzzi reforça sua defesa com criminalista
Marco Buzzi, ministro licenciado do STJ, contratou o criminalista Paulo Emílio Catta Preta para defendê-lo em apurações
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Acusado por uma jovem de 18 anos de assédio sexual, o ministro licenciado do STJ Marco Buzzi contratou o criminalista Paulo Emílio Catta Preta. O advogado vai atuar na defesa de Buzzi no âmbito das apurações abertas contra ele no STF, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no próprio STJ. O ministro já tinha como advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad.
Catta Preta é sobrinho do juiz federal Itagiba Catta Preta, da Justiça Federal do Distrito Federal, visto nos bastidores do Judiciário como um magistrado próximo a Kassio Nunes Marques. O ministro do STF é o relator da investigação sobre Buzzi que tramita na corte.
No passado recente, Paulo Emílio Catta Preta apareceu no noticiário como advogado de Fabrício Queiroz, apontado como operador das rachadinhas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj, e de Adriano da Nóbrega, capitão do Bope que se tornou miliciano e bicheiro, morto pela polícia na Bahia em fevereiro de 2020.
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A jovem que acusa Buzzi relatou ter sido alvo de assédio do ministro em meio a um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), em janeiro. Os pais dela eram amigos do ministro do STJ e estavam hospedados na casa de praia dele na cidade catarinense. Alegando motivos de saúde, Marco Buzzi se licenciou do STJ na última quinta-feira, 5, após passar a ser investigado. Ele nega ter assediado a jovem.