Mais de 70 pessoas foram atingidas por um raio durante uma manifestação em Brasília capitaneada pelo deputado federal Nikolas Ferreira no último domingo (25/01). O incidente trouxe à tona uma dúvida comum: o que exatamente acontece com o corpo humano ao receber uma descarga elétrica tão potente? A resposta envolve uma combinação de física, biologia e, muitas vezes, sorte.
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Quando um raio atinge uma pessoa, uma corrente elétrica de milhares de amperes percorre o corpo em uma fração de segundo. O principal risco imediato é a parada cardiorrespiratória. A eletricidade desorganiza o ritmo elétrico natural do coração e pode paralisar os músculos responsáveis pela respiração.
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Diferente do que muitos imaginam, queimaduras graves não são a consequência mais comum. A maior parte da corrente tende a passar pela superfície da pele, em um fenômeno conhecido como "efeito pelicular". Isso pode deixar marcas características na pele, semelhantes a ramificações de uma árvore, conhecidas como figuras de Lichtenberg.
O dano mais severo costuma ser interno, especialmente no sistema nervoso central. A descarga pode afetar cérebro, medula espinhal e nervos periféricos, causando desde confusão mental imediata até lesões neurológicas permanentes.
Quais são as sequelas mais comuns?
Sobreviver a um raio é apenas o começo. Muitas vítimas enfrentam uma longa jornada de recuperação com sequelas que podem durar a vida toda. As complicações variam muito, mas algumas são mais frequentes.
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Danos neurológicos: dores de cabeça crônicas, dificuldade de concentração, perda de memória e alterações de humor são relatos comuns.
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Problemas auditivos e visuais: a força da descarga e o som do trovão podem causar ruptura do tímpano. A eletricidade também pode levar ao desenvolvimento de catarata.
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Dores crônicas: muitas vítimas relatam dores musculares e nas articulações que persistem por anos após o acidente.
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Trauma psicológico: o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é uma consequência comum após uma experiência tão intensa.
Como agir em caso de acidente?
O socorro rápido é fundamental para aumentar as chances de sobrevivência. Um dos maiores mitos é que a vítima fica "eletrificada" e não pode ser tocada. Isso é falso. É seguro e necessário prestar ajuda imediatamente.
A primeira ação é chamar o socorro de emergência, como o SAMU (192) ou o Corpo de Bombeiros (193). Enquanto a ajuda não chega, verifique se a pessoa está respirando e se tem pulso. Se a vítima não estiver respirando, a reanimação cardiopulmonar deve ser iniciada por quem tiver treinamento.
Caso a tempestade continue, é importante mover a pessoa para um local mais seguro para evitar que seja atingida novamente ou que quem está prestando socorro também se torne uma vítima.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
