Após barrar voo, Gilmar autoriza extradição imediata de mafioso italiano
Gilmar Mendes havia suspendido embarque do italiano Marco Cadeddu em voo que o levaria para a Itália, na segunda-feira
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Depois de ter barrado o embarque do traficante italiano Marco Cadeddu em um voo que o extraditaria para a Itália, na segunda-feira, 26, Gilmar Mendes reconsiderou sua decisão e autorizou que Cadeddu seja entregue ao seu país de origem imediatamente.
Como revelou a coluna, Gilmar havia atendido a um pedido da defesa do italiano, segundo a qual a Itália não havia cumprido com as formalidades necessárias previstas em lei para efetivar a extradição. Após a decisão do ministro do STF, Cadeddu não embarcou no voo que decolaria do Aeroporto Internacional de Guarulhos às 20h20 da última segunda.
Em novo despacho, na tarde desta quinta-feira, 29, no entanto, o ministro apontou que o país europeu cumpriu, sim, com as exigências legais e as condições determinadas pelo STF para a extradição e autorizou a “imediata entrega” de Cadeddu. O Supremo já havia autorizado que ele fosse enviado à Itália, em decisão colegiada.
Gilmar anotou que, ao impedir o embarque de Marco Cadeddu, adotou medida “imprescindível” para preservar a autoridade de decisões do Supremo. Depois de examinar a documentação, ele concluiu não haver motivos para barrar a extradição do italiano.
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Marco Cadeddu, de 45 anos, foi condenado em novembro de 2023 na Justiça da Itália a 14 anos e 6 meses de prisão por tráfico de drogas, associação criminosa para o tráfico, receptação e lavagem de dinheiro. Apontado como membro de uma máfia que controla a distribuição de haxixe, cocaína e maconha na região de Cagliari, na Sardenha, ele estava na lista da Interpol e foi preso pela Polícia Federal em Camboriú (SC) em junho de 2024.