Mundo Corporativo

DEX lança cartão, depósito via IBAN e pagamentos por QR Code

Divulgado em 22 de setembro, o novo ciclo da plataforma tecnológica reúne cartão pré-pago recarregável com ativos digitais, entrada internacional de recursos em euro por transferência bancária e leitura de QR Code para pagamentos presenciais em estabelecimentos

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A plataforma tecnológica DEX, desenvolvida pela Ether, apresentou em 22 de setembro de 2026 uma nova etapa de expansão do seu ecossistema de pagamentos em blockchain. O ciclo divulgado incorpora três frentes operacionais: o DEX Card, cartão pré-pago recarregável com ativos digitais; o depósito por IBAN, voltado à entrada internacional de recursos em euro; e a leitura de QR Code para pagamentos presenciais.

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Até então concentrada no envio e no recebimento de ativos entre usuários, a plataforma passa a cobrir etapas distintas de uma mesma jornada financeira. Segundo a empresa, o conjunto amplia as possibilidades de entrada de recursos, de movimentação interna e de utilização do saldo mantido no ambiente digital.

O DEX opera com a Chave DEX, identificador que substitui endereços extensos de carteira pelo número de telefone do usuário, acompanhado do código de país e de área. Entre os ativos que circulam no ambiente estão o Bitcoin e as stablecoins USDT e BRT.

Cartão pré-pago conecta o saldo digital ao consumo do dia a dia

Principal item do ciclo, o DEX Card é um cartão pré-pago integrado ao ambiente da plataforma. A recarga é feita com ativos digitais já disponíveis na conta do usuário, em uma estrutura que contempla inicialmente BRT, USDC e USDT.

A solicitação passa por verificação e aprovação prévias. Concluída a emissão, o cartão virtual fica disponível para gestão dentro da própria experiência do DEX. O módulo dedicado ao produto concentra o acompanhamento do saldo e o histórico de recargas, compras, resgates e estornos. A companhia informa que a consolidação dessas informações em uma única tela busca dar previsibilidade ao usuário sobre a movimentação do cartão.

Limites, tarifas e regras operacionais variam conforme o perfil do titular e conforme os participantes integrados ao ecossistema. Segundo a empresa, essa configuração permite adequar o produto a diferentes contextos de utilização.

A proposta declarada pela companhia é estabelecer uma ponte entre o saldo mantido em ativos digitais e o consumo corrente, como a aquisição de produtos e serviços. O cartão passa a operar como camada de saída do ecossistema em direção ao comércio tradicional.

Depósito via IBAN abre entrada internacional em euro

A segunda funcionalidade apresentada é o depósito por IBAN, voltado ao ingresso de recursos em euro a partir do sistema bancário internacional. Usuários habilitados consultam na plataforma os dados bancários necessários para executar a transferência em sua própria instituição financeira.

Efetuada a remessa, o usuário registra a operação no DEX, informa o montante enviado e anexa o comprovante correspondente. O ambiente passa a exibir o valor declarado, a cotação aplicada, as tarifas incidentes, o valor líquido estimado e o estágio em que a operação se encontra. Após as etapas de identificação e conciliação, o crédito pode ser liquidado em USDC ou USDT, conforme a configuração definida para cada operação. A funcionalidade exige habilitação prévia e observa os limites operacionais estabelecidos pela plataforma.

O fluxo cria uma conexão adicional entre contas bancárias mantidas no exterior e o ambiente de ativos digitais. De acordo com a empresa, o acompanhamento do processo de liquidação ocorre dentro do próprio aplicativo, da declaração do envio até a confirmação do crédito.

Leitura de QR Code encurta o caminho até o pagamento presencial

A terceira frente é o pagamento por leitura de QR Code, recurso que aproxima o saldo mantido em ativos digitais das compras realizadas em estabelecimentos físicos. O usuário aciona a função de leitura pelo aplicativo, aponta a câmera para o código exibido no ponto de venda, confere os dados da operação e confirma a transação.

Entre os cenários considerados pela empresa está o de visitantes estrangeiros que chegam ao Brasil portando ativos digitais e precisam efetuar pagamentos locais. A leitura de código dispensa a digitação de endereços de carteira e de sequências técnicas extensas.

A funcionalidade responde a um dos pontos centrais do projeto, que é diminuir o atrito entre a posse de ativos digitais e a sua utilização corrente. De acordo com a plataforma, o objetivo é aproximar a experiência daquela já praticada em aplicativos financeiros convencionais.

Ecossistema passa a cobrir etapas distintas da jornada

Os três lançamentos integram uma estratégia de ampliação do escopo da plataforma. Em vez de concentrar a proposta no envio e no recebimento de ativos, o DEX passa a articular entrada de recursos, movimentação interna e utilização do saldo em situações de consumo.

Os produtos possuem estruturas próprias e não compõem um percurso obrigatório. Cada funcionalidade depende de habilitação específica e observa critérios operacionais distintos, conforme informa a documentação da plataforma.

A expansão acompanha o posicionamento internacional do projeto, desenvolvido com foco em interoperabilidade entre redes blockchain e em pagamentos entre países. A identificação por número de telefone permanece como elemento central da experiência, agora conectada a uma estrutura mais ampla de produtos.

A orientação descrita pela empresa é substituir parte da complexidade técnica associada às operações com ativos digitais por percursos semelhantes aos de ferramentas financeiras de uso corrente. O cadastro por telefone, a leitura de código e o acompanhamento das etapas em tela seguem essa diretriz.

Com o conjunto divulgado em 22 de setembro, o DEX amplia o que o usuário consegue executar dentro de um mesmo ambiente. A empresa informa que as condições comerciais, os critérios de elegibilidade e as regras aplicáveis a cada funcionalidade estão sujeitos às aprovações e às configurações vigentes.

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