Mundo Corporativo

Bahia Terra Turismo detalha logística de roteiros locais

Agência que atua no estado desde 2006 organiza passeios em diversos destinos. Felipe Oliveira Pedreira, CEO da empresa, explica como funcionam o trekking no Vale do Pati, a travessia de catamarã até Morro de São Paulo e o traslado de lancha entre Salvador e a Ilha de Boipeba

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A Bahia Terra Turismo & Eventos, agência de viagens e receptivo que atua no estado desde 2006, organiza transfers e passeios em destinos como Salvador, Morro de São Paulo, Ilha de Boipeba e Chapada Diamantina, segmento em que o deslocamento costuma determinar o resultado do roteiro.

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Entre as experiências conduzidas pela empresa estão o trekking no Vale do Pati, a travessia de catamarã até Morro de São Paulo e o traslado de lancha saindo da capital para Boipeba, três percursos que exigem a combinação de trechos por terra, por mar e a pé. Cadastrada no Ministério do Turismo e na Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), a operação tem sede em Salvador e na Ilha de Boipeba, com bases em Morro de São Paulo, Península de Maraú, Itacaré, Chapada Diamantina e Litoral Norte.

A dimensão do território ajuda a explicar o peso da logística na montagem de um itinerário baiano. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado ocupa uma área territorial de 564.763,876 quilômetros quadrados, distribuída por 417 municípios. A distância entre os polos turísticos mais procurados coloca o visitante diante de conexões que envolvem rodovia, embarcação e, em alguns casos, voo, cada uma com horário próprio e sujeita a condições de mar, maré e clima.

Trekking no Vale do Pati pede preparo e roteiro compatível

Na Chapada Diamantina, a travessia do Vale do Pati é conduzida em formato de caminhada de vários dias, com pernoite em casas de moradores da região. O Parque Nacional da Chapada Diamantina reúne cerca de 300 quilômetros de trilhas e 38 acessos de entrada, sem sinalização e sem cobertura de telefonia móvel, razão pela qual o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) orienta a contratação de condutor de visitantes e o aviso prévio a familiares sobre o percurso, conforme as informações de visitação publicadas pelo órgão.

“O trekking de três a sete dias no Vale do Pati exige preparo físico, disposição e abertura para uma experiência diferente do turismo convencional. São vários dias de caminhada, com subidas, descidas, calor e mudanças de clima, além de pernoites em casas de moradores. Por isso, é fundamental escolher um roteiro adequado ao perfil do viajante”, afirma Felipe Oliveira Pedreira, CEO da Bahia Terra Turismo.

Para o executivo, parte do que sustenta a procura pela travessia escapa ao registro fotográfico. “Mas o Pati oferece algo que a fotografia não consegue traduzir: o silêncio, o isolamento, o contato com os moradores e a transformação da paisagem ao longo do dia. É uma experiência de natureza, cultura e superação pessoal”, completa.

Catamarã e lancha atendem destinos distintos

Morro de São Paulo e a Ilha de Boipeba são alcançados apenas pela água, e a escolha da embarcação altera tempo de viagem e conforto a bordo. De acordo com Pedreira, as duas modalidades operadas a partir de Salvador não são intercambiáveis. “O catamarã vai única e exclusivamente para Morro de São Paulo, e a lancha rápida vai apenas para Ilha de Boipeba. O catamarã é uma embarcação com maior estabilidade, porém anda com menos velocidade, e a lancha rápida tem mais velocidade na viagem, fazendo a viagem ser bem mais rápida”, detalha o CEO.

Erros de planejamento provoca efeito dominó

Entre as falhas mais comuns de quem monta a viagem sem apoio de receptivo, o porta-voz aponta a leitura equivocada do mapa. “O principal erro é olhar apenas a distância no mapa e não a logística real. A Bahia é muito grande, e deslocamentos aparentemente simples podem envolver carro, barco, lancha ou avião”, analisa. Outro problema recorrente, segundo ele, é a concentração de destinos em poucos dias, o que faz o turista passar boa parte da viagem em trânsito.

O executivo acrescenta que horários de embarcações, marés, condições das estradas e situação climática costumam ficar fora da conta de quem organiza o percurso sozinho. Um atraso logo no início do roteiro, avalia, pode gerar efeito dominó e levar à perda de transfers, passeios ou diárias já contratadas.

Sazonalidade orienta a ordem dos destinos

A operação varia ao longo do ano conforme mar, chuvas e volume de demanda. Pedreira percebe que o estado comporta visitação em qualquer período, desde que o itinerário seja ajustado.

“A Bahia pode ser visitada o ano inteiro, mas clima e sazonalidade influenciam bastante a operação. O mar pode afetar as travessias, enquanto as chuvas impactam estradas, acessos e alguns passeios”, explica.

Na alta temporada, conforme o CEO, o principal desafio passa a ser a demanda, com hotéis, transfers, embarcações e passeios que precisam de reserva antecipada. A recomendação da empresa é adequar o roteiro ao objetivo da viagem e definir com cuidado a sequência das cidades, providência que reduz o tempo total de deslocamento.

Perfil do viajante mudou o papel do receptivo

Com base em Boipeba desde 2006, o porta-voz observa uma transformação no comportamento de quem chega ao estado. O turista passou a pesquisar mais antes de viajar e a demandar experiências autênticas e personalizadas, o que deslocou a função do receptivo do simples transporte para a integração de modais, horários, marés, clima e perfil de cada viajante.

“Depois de duas décadas no setor, vejo que o grande diferencial é antecipar os detalhes. O turista quer liberdade para explorar, mas precisa de uma operação bem organizada para que essa liberdade aconteça sem imprevistos”, conclui.

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