Cirurgia refrativa e catarata possibilitam visão sem óculos
Dr. Igor Mota, oftalmologista especializado em cirurgia refrativa e cirurgião de catarata, explica como as duas cirurgias diferentes atendem públicos de idades distintas, mas compartilham o objetivo de ampliar a independência dos óculos e a qualidade de vida visual.
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O desejo de viver sem óculos não é exclusividade dos pacientes mais jovens. Enquanto a cirurgia refrativa a laser segue popular entre pessoas de 18 a 40 anos que buscam corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo, a cirurgia de catarata moderna também passou a incorporar o tratamento do grau e da presbiopia, ampliando a independência visual de pacientes acima dos 50 anos.
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A demanda por ambos os procedimentos é significativa no país: segundo levantamento recente, a cirurgia de catarata lidera a procura por cirurgias eletivas no Brasil, com crescimento de 9% em relação ao período anterior. Estima-se ainda que 14 milhões de brasileiros acima de 50 anos, ou 25% dessa faixa etária, apresentem a doença.
Para o oftalmologista Igor Mota, cirurgião de catarata e cirurgia refrativa, com atuação em Belo Horizonte, a evolução tecnológica mudou significativamente as duas frentes de tratamento. Sobre a correção a laser de miopia, hipermetropia e astigmatismo, ele lembra que as técnicas atuais substituíram métodos antigos e menos previsíveis.
“Anteriormente, a cirurgia refrativa era feita por meio de cortes com bisturi de diamantes, chamada de ceratotomia radial. Os resultados eram imprecisos e pouco duradouros. Com o desenvolvimento do laser para refrativa, temos maior previsibilidade, resultados mais duradouros e, o mais importante, maior segurança no procedimento”, explica.
Um censo brasileiro de cirurgiões refrativos, publicado nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, já registrava a técnica de LASIK como a mais utilizada pelos especialistas do país, com boa parte dos profissionais personalizando o procedimento conforme as características de cada olho.
Lentes intraoculares tornam a cirurgia de catarata mais completa
Na avaliação de Dr. Igor Mota, a cirurgia de catarata deixou de ser apenas um procedimento restaurador da visão e passou a ter também caráter refrativo. “A cirurgia de catarata tornou-se uma cirurgia refrativa. Renovamos o cristalino com perda de transparência e implantamos lentes intraoculares específicas para cada olho, dando ao paciente a maior liberdade possível ao uso de óculos para longe ou até mesmo longe e perto”, afirma.
De acordo com ele, cada programação cirúrgica depende das condições estruturais e de saúde do olho operado, o que justifica o caráter individualizado do procedimento. O aumento da demanda por esse tipo de cirurgia também aparece em levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), que já apontava, em 2020, que o número de cirurgias de catarata realizadas no país havia dobrado em uma década.
Critérios clínicos definem elegibilidade para cada procedimento
Segundo Dr. Igor Mota, nem todo paciente que deseja reduzir a dependência dos óculos é elegível para a cirurgia refrativa a laser. “Os principais critérios para um paciente ser submetido ao laser da cirurgia refrativa são estabilidade de grau e boa saúde da córnea, com espessura suficiente para ablação do laser. Cada caso deve ser analisado criteriosamente e de forma individualizada”, pontua.
O médico destaca que fatores como regularidade da córnea, presença de olho seco, traumas ou cirurgias oculares prévias e idade são determinantes na avaliação de candidatos. “A avaliação individualizada é de extrema importância. Características específicas dos olhos, como espessura e regularidade da córnea, presença de olho seco, traumas ou cirurgias oculares prévias, idade, todos são fatores fundamentais para definir se um paciente é bom candidato para a cirurgia refrativa”, diz.
Sobre a recuperação pós-operatória, o oftalmologista acentua que o tempo varia conforme o tipo de cirurgia e as condições de cada paciente. “O tempo de recuperação varia caso a caso. Na cirurgia de renovação do cristalino, a recuperação depende da dureza da catarata e das condições de saúde do paciente. Já na refrativa a laser, técnicas como o LASIK proporcionam recuperação em dias. O PRK, o processo é um pouco mais lento, com flutuações na visão, porém mais seguro para o paciente”, acrescenta.
Informações sobre riscos e etapas do pós-operatório da cirurgia refrativa também são detalhadas em material do Drauzio Varella voltado ao público geral.
Para Dr. Igor Mota, o ponto em comum entre as duas cirurgias, voltadas a públicos de idades distintas, é o objetivo de ampliar a autonomia visual e a qualidade de vida dos pacientes, sempre a partir de uma avaliação individualizada das características de cada olho.
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