Mundo Corporativo

Cowboy Mounted Shooting é lançado oficialmente no Brasil

A modalidade equestre Cowboy Mounted Shooting passa a ser estruturada oficialmente no Brasil pela CMS BR, associação que adapta ao país o esporte organizado nos Estados Unidos pela Cowboy Mounted Shooting Association (CMSA), criada em 1994. A apresentação pública ocorrerá no Founders Day, em 13 de junho, em Piraquara (PR). As etapas-teste começam no segundo semestre de 2026 e o calendário oficial em 2027.

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O Cowboy Mounted Shooting, esporte que combina hipismo e tiro esportivo, passa a ter estrutura oficial no Brasil a partir deste ano. A modalidade será conduzida pela CMS BR, associação que adapta ao Brasil o esporte organizado nos Estados Unidos pela Cowboy Mounted Shooting Association (CMSA), entidade criada em 1994 no Arizona por Jim Rodgers, segundo registros da imprensa especializada. Nas competições, o atleta percorre um trajeto a cavalo e dispara contra balões reativos com dois revólveres de ação simples calibre .45, cada um carregado com cinco cartuchos de munição de festim.

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O lançamento oficial acontece no Founders Day, marcado para 13 de junho, em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba (PR). O evento, aberto ao público, terá demonstrações com cavalos, apresentação das regras adaptadas ao Brasil e a primeira formação de interessados em atuar como atletas e árbitros. A organização confirmou que etapas-teste serão realizadas no segundo semestre de 2026 com praticantes filiados e capacitados, enquanto o calendário oficial de competições brasileiras está previsto para começar em 2027.

Tradição equestre encontra base no agronegócio

O esporte chega a um mercado em que o tiro esportivo cresce e o trato com cavalos faz parte da rotina rural. O agronegócio brasileiro fechou 2025 com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,20 trilhões e participação de 25,13% na economia nacional, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Para Leandro Strapasson, presidente da CMS Brasil, esse perfil de público sustenta a chegada da modalidade ao país.

“O investimento por atleta é alto, mas o agronegócio reúne adeptos do tiro esportivo e do trabalho com cavalo, o que dá base concreta para o esporte crescer”, afirma Strapasson. O número de praticantes de tiro esportivo no Brasil reforça esse cenário: a Polícia Federal informou, em resposta à Lei de Acesso à Informação, que 1.249.875 Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAFs) vinculados a Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) têm vencimento previsto para julho de 2026.

Munição de festim e arena pensada para o público

Um dos organizadores do projeto no Brasil, Lucas Silveira destaca que o esporte é estruturado com regras de segurança herdadas do modelo internacional. “A parte regulatória é complexa, mas o projeto avança em diálogo com os órgãos competentes para que cada etapa cumpra o que o esporte exige”, explica. Sobre o impacto da munição, ele esclarece um ponto frequente entre quem desconhece a modalidade: “Usamos munição de festim, sem projétil, ou seja, o disparo gera som e estampido, mas nada é lançado pelo cano. Isso elimina o risco de impacto”, acrescenta. A preparação dos cavalos para o ambiente de competição está sob responsabilidade de Vinicius Moreira, especialista em atividades equestres do projeto. A própria Polícia Federal, responsável pela fiscalização de CACs desde 1º de julho de 2025, mantém painéis públicos com os dados do setor.

Para o especialista Sandro Christovam Bearare, instrutor de armamento e tiro e coordenador de cursos da Propoint, escola de formação especializada de Instrutores de Armamento e Tiro e Armeiros, é um dos apoiadores do projeto e já acompanhou eventos da modalidade no exterior. “Acompanhei competições da modalidade fora do país e o efeito sobre o público é marcante, foge do padrão do tiro esportivo brasileiro”, relata. Para ele, a estrutura física da arena é o ponto central da operação segura. “A arena foi pensada com perímetro, distâncias e barreiras de proteção, o que assegura condições para atletas, cavalos e público durante o evento”, complementa.

Próximos passos e cronograma

Após o Founders Day, a CMS BR seguirá com a formação de núcleos regionais, capacitação de instrutores e Range Masters (responsáveis técnicos pelas pistas de tiro), além da preparação das primeiras competições nacionais. A associação também trabalha na finalização dos trâmites administrativos para alinhamento com o cenário internacional do esporte. Mais informações sobre o evento de lançamento e o processo de filiação estão no site oficial da Cowboy Mounted Shooting Brazil e no Instagram @mountedshootingbr.

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Sobre os organizadores

Leandro Strapasson é presidente da Cowboy Mounted Shooting Brazil (CMS BR), associação responsável pela estruturação da modalidade no país. Lucas Silveira atua como diretor técnico de armas de fogo do projeto. Vinicius Moreira é especialista em atividades equestres da associação. Sandro Christovam Bearare é instrutor de armamento e tiro, perito judicial em material bélico e coordenador de cursos da Propoint, escola de formação especializada de Instrutores de Armamento e Tiro e Armeiros.



Website: https://www.instagram.com/mountedshootingbr/

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