Mundo Corporativo

Brasileiros cuidam mais da pele e buscam prevenção

Proteção solar e hidratação lideram entre os cuidados mais frequentes, enquanto prevenção de doenças e higiene pessoal são os principais motivos para a busca por dermatologista. A Dra. Caroline Hespanhol atribui efeito ao maior acesso à informação.

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Cerca de 57% dos brasileiros das classes A, B e C cuidam da pele diariamente, segundo levantamento da Opinion Box divulgado pela CNN Brasil. Os jovens de 21 a 29 anos são o grupo que dedica mais tempo à rotina de cuidados, com 67%, seguidos por pessoas de 30 a 42 anos, com 61%, enquanto 51% entre 43 e 59 anos e 52% do público acima de 60 anos também mantêm o hábito.

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Uma pesquisa inédita da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em colaboração com a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil, divulgada no portal Veja Saúde, indica que a prevenção de doenças foi a principal razão para as pessoas procurarem um dermatologista, representando 38% das respostas dos participantes. A higiene pessoal ocupa o segundo lugar, com 34%, enquanto a autoestima fica em terceiro, com 13%.

A Dra. Caroline Hespanhol, médica dermatologista, afirma que, nos últimos anos, os brasileiros têm demonstrado maior atenção aos cuidados com a pele e observa que os pacientes deixaram de procurar a especialidade apenas quando o problema já está instalado.

“Hoje, muitos chegam querendo entender a própria pele, prevenir manchas, envelhecimento precoce e até doenças. Existe uma busca maior por orientação correta, por rotinas mais simples e eficazes, e menos tolerância a promessas milagrosas. O paciente está mais crítico, o que eleva o nível da dermatologia”, conta a médica.

Para a especialista, há um conjunto de fatores para o aumento do interesse do brasileiro no cuidado com a pele, como a ampliação do mercado de dermocosméticos e um olhar mais maduro para a saúde preventiva, mas considera que o maior acesso à informação é um dos fatores mais relevantes.

“A pele passou a ser vista como parte da saúde geral, não só da estética. Além disso, as redes sociais têm um papel ambíguo; ao mesmo tempo em que educam, também confundem. O paciente chega ao consultório mais informado, porém nem sempre bem orientado”, pontua Hespanhol.

Queixas mais comuns e tratamentos

De acordo com o levantamento publicado pela CNN Brasil, as preocupações dos pacientes com a pele variam conforme a faixa etária. Entre os mais jovens, a principal queixa é a acne, com 51%, enquanto a oleosidade afeta 45% das pessoas entre 30 e 42 anos. A partir dos 43 anos, manchas atingem 44% e rugas, 49%.

“As principais queixas continuam sendo acne, manchas, especialmente melasma, a afecção dermatológica que mais trato, e fotoenvelhecimento — envelhecimento da pele causado principalmente pela exposição ao sol, mais especificamente aos raios ultravioleta (UV)”, reforça a especialista.

A dermatologista acrescenta que cresce também a procura por tratamento para sensibilidade cutânea, rosácea e alterações da barreira da pele. Segundo ela, muitos pacientes relatam ardor, vermelhidão e reatividade a produtos comuns, resultado tanto do excesso de estímulos quanto do uso inadequado de ativos sem orientação médica.

Conforme especifica a Dra. Caroline Hespanhol, o tratamento de acne atualmente é mais individualizado, com foco em controlar inflamação e oleosidade sem agredir a barreira da pele durante a adolescência, e investigar o contexto hormonal, o estresse e a rotina de cuidados no adulto, principalmente na mulher.

“As abordagens da dermatologia clínica que têm apresentado melhores resultados no tratamento da acne em diferentes faixas etárias hoje são combinações de tratamentos tópicos bem escolhidos, terapias orais quando indicadas e educação do paciente sobre constância. Não existe solução única”, aponta a especialista.

Em relação às manchas e à hiperpigmentação, a médica esclarece que a abordagem combinada vem ganhando destaque no Brasil. A base do protocolo é a fotoproteção rigorosa, mas ativos como ácido tranexâmico, niacinamida, ácido azelaico e antioxidantes bem formulados têm ganhado espaço.

“Tecnologias como lasers e luzes também evoluíram, mas sempre com critério. O entendimento atual é que melasma e hiperpigmentação não se tratam com agressividade, e sim com estratégia, paciência e respeito à pele”, comenta a dermatologista.

Segundo a médica, também houve um avanço importante no entendimento da rosácea como uma condição inflamatória crônica, o que mudou completamente a forma de tratar. “Na sensibilidade cutânea, hoje sabemos que muitas vezes o problema não é a pele em si, mas o excesso de produtos e de estímulos”, frisa.

Outros dados do estudo divulgado pela CNN Brasil mostram que a rotina de cuidados está cada vez mais completa e personalizada. Entre os cuidados mais frequentes estão a proteção solar, com 48%, a hidratação, com 37%, e a limpeza facial, com 28%.

“É importante destacar que o tratamento clínico orienta o caminho, e o dermocosmético sustenta o resultado. O objetivo é tratar, proteger e respeitar a pele, não a sobrecarregar. Uma rotina simples, bem indicada e que o paciente consiga manter é muito mais eficaz do que uma prateleira cheia de produtos. No envelhecimento, o foco deixou de ser apenas apagar rugas e passou a ser qualidade de pele, estímulo de colágeno e preservação da barreira cutânea”, conclui a Dra. Caroline Hespanhol.

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