Clima extremo amplia demanda por monitoramento preciso
Monitoramento climático de alta precisão permite acionar protocolos de segurança antes que um evento severo atinja a operação ou a comunidade, podendo salvar vidas e minimizar prejuízos.
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Secas, inundações, queimadas. Além da perda de vidas e destruição da natureza, os desastres climáticos causaram, em 2025, R$ 28 bilhões em prejuízos no Brasil. Os dados são de um relatório da consultoria global de riscos Aon e foram repercutidos pelo site InfoMoney.
Diante desse cenário de eventos extremos, o monitoramento climático de alta precisão ganha importância em decisões estratégicas de diferentes setores. Entre eles, podem ser citados os segmentos de energia, agronegócio, construção civil, logística e gestão pública.
De acordo com Rodnei Miotto, diretor-executivo da RoMiotto Indústria e Comércio de Instrumentos de Medição, as previsões baseadas em dados gerados apenas a partir de satélites meteorológicos não oferecem a precisão e o tempo de resposta necessários para a operação de determinados setores da economia. Ele ressalta a importância das estações meteorológicas como parte do ecossistema de monitoramento do tempo e clima.
“O satélite não mede a temperatura do local onde está instalada uma usina fotovoltaica ou de uma determinada área agrícola, por exemplo. Ele faz uma estimativa por meio da radiação refletida. Muitas vezes, o tempo de ‘varredura’ de um satélite meteorológico pode ser muito longo, enquanto uma estação meteorológica pode enviar dados em minutos. Logo, ela traz maior precisão e melhor tempo de resposta”, explica Miotto.
A empresa na qual ele atua oferece soluções profissionais de alta performance com sistema de transmissão de dados redundante e uma plataforma de hospedagem dos dados amigável para o usuário.
Miotto diz que, atualmente, na meteorologia moderna, os dois sistemas se complementam, com os dados das estações de superfície sendo usados para calibrar os modelos de satélite. Sem as estações meteorológicas, o satélite estaria estimando as medições, e sem o satélite, as estações seriam pontos isolados sem saber o que vem além do horizonte, detalha.
O executivo ressalta que uma estação meteorológica profissional oferece sensores mais precisos, robustos e instalados em conformidade com as orientações da Organização Mundial de Meteorologia (OMM). Já a estação meteorológica amadora, concebida para aplicações mais simples, não oferece a precisão e a robustez necessárias para aplicações mais críticas.
“Outro ponto é que geralmente esse tipo de estação tem uma construção física que não segue a orientação da Organização Mundial de Meteorologia”, diferencia Miotto.
O representante da RoMiotto cita um exemplo hipotético para ilustrar a importância do monitoramento climático de alta precisão.
“Imagine que você é o gestor de um grande canteiro de obras de uma indústria, de uma usina fotovoltaica ou até mesmo de um parque aquático. Se você tem acesso à informação de qualidade e no tempo certo, você pode se planejar para tomar decisões de manutenção da operação ou desmobilização das equipes de trabalho em função da probabilidade de eventos severos. O mesmo se aplica ao gestor público, que pode salvar vidas se tiver acesso a informação de qualidade e tiver um plano de ação. Às vezes, os custos não são mensuráveis”, diz Rodnei Miotto.
Em setores como geração de energia, construção ou Defesa Civil, o monitoramento em tempo real permite acionar protocolos de segurança antes que um evento severo atinja a operação ou a comunidade. Isso pode evitar paradas não planejadas e proteger ativos de alto valor (como painéis solares, maquinário pesado, entre outros itens) e, principalmente, vidas humanas, acrescenta o diretor-executivo.
Miotto afirma que, no agronegócio e na logística, dados precisos permitem otimizar o uso de insumos e planejar janelas de transporte. Saber exatamente quando e onde irá chover pode evitar o desperdício de fertilizantes e reduzir custos com fretes interrompidos por condições adversas.
“Outro exemplo está no mercado financeiro, que utiliza o conceito de seguros paramétricos. Ter dados de uma estação profissional no local da operação serve como prova técnica auditável para acionamento rápido de apólices e para a obtenção de taxas de financiamento mais atrativas, já que a empresa demonstra controle sobre seus riscos climáticos”, pontua Miotto.
À medida que especialistas alertam que mais eventos climáticos severos podem afetar o país, a necessidade de informações precisas também cresce. Essa exigência recai sobre toda a cadeia de fornecimento do setor de monitoramento.
“Hoje, para atender à demanda do mercado, o meteorologista precisa de dados de qualidade, no menor tempo possível”, salienta o executivo.
Nesse sentido, a integração entre sensores, softwares de análise e plataformas digitais tem contribuído para transformar dados em inteligência estratégica. A cada dia, novas soluções de hardware são lançadas (sensores, dataloggers, transmissores), permitindo medições mais precisas e confiáveis, destaca Miotto.
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Para saber mais, basta acessar o site da RoMiotto Indústria e Comércio de Instrumentos de Medição: https://romiotto.com.br/
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