Mundo Corporativo

IA deixa de ser tendência e vira infraestrutura nas empresas

Empresas brasileiras passam a integrar inteligência artificial à gestão e à infraestrutura operacional, acompanhando o avanço das arquiteturas digitais e o crescimento global dos investimentos em IA.

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Após a fase inicial de popularização da inteligência artificial generativa, a digitalização nas empresas passa a assumir contornos mais estruturais em escala global. Dados da International Data Corporation (IDC) indicam que os investimentos mundiais em infraestrutura para inteligência artificial atingiram o recorde de US$ 86 bilhões no terceiro trimestre de 2025, marcando a transição de projetos experimentais para um ciclo sustentado de expansão tecnológica. Segundo a consultoria, o movimento reflete o aumento da capacidade destinada ao treinamento e à operação de sistemas de IA, impulsionado por provedores de plataforma e empresas que ampliam investimentos para suportar cargas de trabalho cada vez mais complexas.

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Embora os agentes de IA ainda estejam em fase inicial de adoção, eles já influenciam decisões de investimento e a forma como empresas estruturam sua infraestrutura tecnológica, seus dados e seus modelos de governança. O movimento indica uma mudança relevante na maneira como a tecnologia passa a ser tratada no ambiente corporativo. Em vez de ferramenta isolada, aplicação pontual ou diferencial de marketing, sistemas digitais passam a operar como infraestrutura invisível, incorporados à gestão, aos processos e à tomada de decisão.

Nesse estágio de maturidade, a inovação passa a se manifestar menos como vitrine tecnológica e mais na eficiência operacional, na previsibilidade e na capacidade de crescimento sustentável. “O principal desafio dessa transição não está na adoção da tecnologia em si, mas no nível de integração. Soluções avançadas tendem a gerar impacto limitado quando operam de forma desconectada da governança, dos fluxos internos e das métricas de desempenho”, afirma Stefanno Polidoro, sócio-fundador e CEO da Quantum Holding.

Segundo Polidoro, o valor econômico da tecnologia tende a se consolidar quando ela passa a sustentar a operação de forma contínua, reduzindo decisões reativas, retrabalho e dependência de iniciativas isoladas. Nesse contexto, a digitalização deixa de ser tratada como um projeto paralelo e passa a integrar a arquitetura central das empresas, influenciando custos, produtividade e capacidade de execução em um ambiente econômico marcado por margens pressionadas e maior exigência por eficiência.

A Quantum Holding aplica essa abordagem ao integrar comunicação estratégica, tecnologia aplicada à gestão e ativos digitais próprios em diferentes verticais de atuação. A partir do desenho de processos e da organização da gestão, a aplicação de automação e inteligência artificial ocorre como camada operacional permanente, com acompanhamento por indicadores e foco em previsibilidade e desempenho.

Segundo Polidoro, essa abordagem exige uma inversão em relação ao discurso predominante sobre inteligência artificial. “Não se trata de vender ferramentas ou promessas de automação. O ponto central é desenhar processos, aplicar tecnologia onde ela realmente resolve problemas e acompanhar a execução com métricas claras. É assim que a inteligência artificial deixa de ser produto e passa a funcionar como infraestrutura”, reforça.

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Nesse contexto, a GrowthTec, vertical da Quantum Holding, especializada na estruturação de operações com tecnologia e inteligência artificial aplicada à gestão, adota uma abordagem IA First baseada na integração entre diagnóstico operacional, desenho de processos e execução contínua. “A premissa é que a tecnologia só produz ganhos estruturais quando incorporada à governança, aos fluxos decisórios e a métricas objetivas de desempenho. Na prática, a atuação se concentra na construção de operações menos dependentes de soluções pontuais, com uso de automação e inteligência artificial como camada permanente de eficiência”, explica Polidoro.



Website: https://www.linkedin.com/in/stefannopolidoro/

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