Mundo Corporativo

Cirurgia fetal minimamente invasiva tem resultado promissor

Estudo liderado pelo pesquisador e cirurgião materno-fetal brasileiro Rodrigo Ruano reúne 54 casos no mundo e aponta 100% de sobrevivência neonatal e possibilidade de evitar parto prematuro

Publicidade
Carregando...

Uma técnica cirúrgica realizada ainda durante a gestação pode mudar o manejo de casos de vasa prévia, condição rara e potencialmente fatal para o bebê. A pesquisa, publicada na revista científica Prenatal Diagnosis, é liderada pelo pesquisador e cirurgião materno-fetal brasileiro Rodrigo Ruano (CRM 90870 SP), da University of Miami, e reúne um caso clínico recente, além de uma revisão sistemática de 54 procedimentos realizados internacionalmente. Os resultados apontam 100% de sobrevivência neonatal, alta taxa de sucesso técnico e ausência de complicações maternas relevantes.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

A vasa prévia ocorre quando vasos sanguíneos do bebê passam pelo colo do útero sem proteção, o que os torna vulneráveis à ruptura. “Se houver rompimento das membranas, esses vasos podem se romper rapidamente, resultando em hemorragia fetal grave. Sem diagnóstico prévio, o risco de morte é elevado. Hoje, a conduta padrão é realizar cesariana programada entre 34 e 37 semanas para evitar esse risco — o que pode levar à prematuridade e à necessidade de internação neonatal”, explica Ruano.

A inovação está no uso da ablação a laser por fetoscopia, procedimento minimamente invasivo que coagula os vasos expostos ainda durante a gestação. “Isso reduz o risco de ruptura e pode permitir que a gravidez prossiga por mais semanas, aumentando a maturidade pulmonar e neurológica do bebê”, afirma o médico.

No caso apresentado no estudo, a gestante foi tratada na 31ª semana e conseguiu prolongar a gravidez até 36 semanas e 5 dias, quando entrou em trabalho de parto. O bebê nasceu saudável, por cesariana, a pedido da paciente.

“A técnica não substitui a cesárea em todos os casos. O que mostramos é que, em gestantes cuidadosamente selecionadas, podemos reduzir prematuridade e melhorar os desfechos neonatais. É uma alternativa segura quando realizada por equipes experientes”, reforça Ruano.

Resultados da revisão internacional

  • 54 casos analisados
  • 98,1% de sucesso técnico na obliteração dos vasos
  • 100% de sobrevivência neonatal
  • 50% de partos vaginais após o procedimento
  • Nenhuma complicação materna significativa registrada

Os dados sugerem que a técnica pode evitar cesarianas prematuras e reduzir complicações associadas ao nascimento antecipado.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Com o aumento das gestações por fertilização in vitro e maior frequência de placentas com anatomias variantes, a incidência de vasa prévia tende a crescer. “O Brasil dispõe de centros de cirurgia fetal equipados para técnicas fetoscópicas avançadas, o que cria cenário favorável para adoção gradual e criteriosa do método em casos selecionados”, conclui Ruano.



Website: https://www.linkedin.com/company/adcom-comunicacao-empresarial/

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay