O colapso repentino do Ueno Bank, uma das principais instituições financeiras digitais do Paraguai, provocou instabilidade imediata no comércio de Ciudad del Este neste mês.
O problema gerou protestos em massa na capital, Assunção, acelerou um processo de impeachment no Congresso Nacional e culminou na renúncia do presidente da República, Santiago Peña. A desordem econômica agora afeta diretamente os brasileiros que cruzam a Ponte Internacional da Amizade em busca de compras.
Como a crise financeira no Paraguai afeta o turista brasileiro
A crise bancária no Paraguai afeta o turista brasileiro ao paralisar o processamento de cartões internacionais e pagamentos eletrônicos no comércio fronteiriço. Com contas congeladas e liquidações financeiras suspensas, alguns estabelecimentos de Ciudad del Este podem optar por recusar meios digitais e exigir pagamento em papel-moeda.
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O cenário financeiro adverso gerou oscilações bruscas nas cotações praticadas pelas casas de câmbio locais. O guarani, moeda oficial paraguaia, sofreu forte desvalorização frente ao dólar norte-americano. Essa flutuação repentina atinge o cálculo dos preços nas vitrines, tradicionalmente fixados na moeda norte-americana e convertidos no balcão para reais ou guaranis.
Quais formas de pagamento funcionam em Ciudad del Este
Diante da incerteza sobre a liquidação das transferências bancárias, veja algumas restrições estabelecidas para receber valores de estrangeiros:
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dinheiro em espécie: cédulas de real e de dólar continuam sendo o meio mais aceito e seguro para finalizar compras nas lojas físicas.
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notas sem danos: o comércio recusa notas antigas, rasgadas ou manchadas de moeda estrangeira, critério que se tornou ainda mais rígido durante a instabilidade.
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cartões internacionais: algumas lojas mantêm a modalidade ativa, frequentemente aplicando taxas operacionais que encarecem a compra final.
Entenda a renúncia do presidente paraguaio após o colapso bancário
A falência da instituição financeira digital expôs falhas graves na supervisão do Banco Central do Paraguai (BCP). O congelamento de milhares de contas privadas e corporativas atingiu pequenas empresas e gerou corrida aos caixas eletrônicos em várias cidades. A paralisação econômica provocou manifestações populares diárias diante da sede do governo, em Assunção.
A crise de confiança mobilizou partidos de oposição e setores da base governista, que articularam conjuntamente a abertura do processo de impedimento do chefe do Executivo paraguaio. Diante da perda iminente de apoio parlamentar na Câmara dos Deputados e no Senado, o presidente optou pela renúncia para conter o descontentamento social e abrir caminho para a sucessão pelo vice-presidente.
A autoridade monetária paraguaia tenta reorganizar os serviços de compensação para estabilizar o sistema bancário nas próximas semanas. Até a normalização das transações interbancárias, viajantes com planos de visitar a fronteira precisam planejar os gastos estritamente com recursos em dinheiro físico para evitar contratempos nas lojas paraguaias.
*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria
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